Edição 514 | 30 Outubro 2017

Lutero, do medieval ao moderno

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João Vitor Santos


Imagem: Lutero em 1529 por Lucas Cranach | Reprodução: Wikipedia

As comemorações dos 500 anos da Reforma Luterana têm sido uma oportunidade de revisitar esse fato histórico, que vai além da perspectiva religiosa. Mais do que inaugurar uma outra versão do cristianismo, Martinho Lutero marca a transição de uma época. Para compreender as transformações advindas da Reforma, é preciso olhar para a figura desse monge que foi forjado no ambiente da Idade Média, mas que está entre os que inauguraram uma nova forma de pensar, fazendo com que muitos o considerem um dos desbravadores da Modernidade.

Ao longo da presente edição, a revista IHU On-Line debate essa transição de época que tem sua materialidade na experiência de Lutero e que, talvez, possa inspirar a pensar acerca das mudanças de nosso tempo. Mas, antes de trazer as reflexões com professores e pesquisadores nacionais e internacionais, é preciso lembrar a trajetória de Lutero.

Nascido em 10 de novembro de 1483 na cidade Eisleben, no território alemão, tem a infância marcada pela educação familiar severa. Albert Greiner, um dos biógrafos de Lutero, reproduz uma passagem em que ele manifesta o tratamento que, juntamente com seus irmãos, recebia dos pais. “Meus pais foram muito severos comigo e me tornei tímido. Minha mãe me açoitou um dia por causa de uma desgraçada noz, a ponto de sangrar. Meus pais só queriam meu bem, mas não sabiam discernir os espíritos e eram desmedidos nos castigos” . A dificuldade de discernimento é uma característica da época medieval, em que, embora fosse um tempo de poder da Igreja Católica, as pessoas ainda eram contaminadas por superstições e culturas populares folclóricas. Margarida Lutero, sua mãe, por exemplo, embora católica, era cercada pela atmosfera das ervas, duendes e maus espíritos. Atribuía até mesmo a morte de um dos filhos aos “encantos diabólicos” de uma vizinha, o que lhe causava muitos tormentos.

O pai, Hans Lutero, trabalhava em minas de cobre, o que levou a família para a cidade de Mansfeld. Embora desse ao filho uma educação simples, desejava que fosse funcionário público e melhorasse as condições de vida da família. É outro traço da Idade Média, onde classes que não pertenciam à nobreza aspiravam à ascensão social por meio de trabalho na burocracia estatal. É por isso que Martinho é enviado para escolas de Mansfeld e Eisenach. Aos 14 anos, ingressa na escola latina de Magdeburgo. É só nesse momento que recebe, além de uma educação mais densa, os ensinamentos cristãos mais profundos, embora ainda muito contaminado pelas crendices da época. Era um período em que o desejo da salvação atormentava os cristãos, por isso ele passa à ideia fixa de fugir do pecado, que leva ao inferno, e buscar a penitência, o caminho de salvação.

Em 1501, aos 16 anos, Lutero ingressa na Universidade de Erfurt. Ali, entre os períodos de estudos, aprende a tocar alaúde. Aliás, pela sua dedicação, acaba recebendo o apelido de “O Filósofo”. Nesse período, aprofunda-se na filosofia nominalista, perspectiva que põe em xeque a harmonia entre ciência e fé defendida pela escolástica . Esse momento é importante e pode justificar algumas de suas posições mais adiante, pois a filosofia nominalista vai se basear unicamente na vontade de Deus. Assim, em 1502 o jovem conclui o bacharelado e, já em 1505, termina o mestrado. Ainda atendendo aos desejos da família, ingressa na escola de Direito da Universidade de Erfurt.

A tempestade e a transformação

No mesmo ano em que inicia os estudos de Direito, 1505, uma tempestade muda tudo. Lutero, como homem medieval, era atormentado pela ideia da salvação e, principalmente, pelas questões da morte. Muito impressionado com a morte abrupta de um amigo, ele volta para casa, quando é surpreendido por uma tempestade. Em meio a descargas elétricas, tem sua verdadeira experiência de morte. É isso que o faz mudar os rumos de sua vida. Completamente aterrorizado durante o temporal no meio de um bosque, ele promete que, se saísse vivo diante daquela provação, se entregaria à vida monástica.

O período da Idade Média é também um tempo de grande poder monacal. Os monastérios crescem e enriquecem, enquanto os monges peregrinam em prol da evangelização, defendendo a pobreza e a vida simples. Todo esse protagonismo que adquirem os monastérios vai levar a inúmeros desvios, pois além de riqueza e poder, passam a ser vistos como ponto de grande influência tanto no poder espiritual quanto temporal. Corrupções e heresias são praticamente inevitáveis, pois nem todos que buscavam o monastério iam por vocação. Havia quem buscasse uma forma de ascensão social. Isso vai levar a Igreja Católica a uma verdadeira convulsão e a inúmeras tentativas de reformas ao longo do século XI. Muitas dessas reformas não se efetivam, mas são significativas porque vão, de certo modo, preparando para o ápice da cisão entre os cristãos, o protestantismo do século XVI.

De volta à casa da família, Lutero comunica sua decisão a amigos e parentes, vende seus livros e se despoja de tudo mais que possui para, em meados de 1505, ingressar na ordem dos Agostinianos, em Frankfurt. No monastério, entrega-se à vida religiosa com rigor e a práticas da época, como meditação, oração, confissões e até mesmo autoflagelações e peregrinações. Pela exímia dedicação, é ordenado sacerdote em 1507 e, também pela dedicação, logo seus superiores determinam seu início na carreira acadêmica. Em 1508, já é professor de teologia na Universidade de Wittenberg, tendo os textos bíblicos como seu objeto de estudos. Em 19 de outubro de 1512, Lutero conclui o doutorado em Teologia e, em 21 de outubro do mesmo ano, é "recebido no Senado da Faculdade Teológica" com o título de "Doutor em Bíblia". Logo em 1515, como vigário, é responsável por 11 monastérios.

As contestações

Durante o período em que esteve à frente de monastérios, estudou grego e hebraico, o que o fez mergulhar ainda mais nas pesquisas sobre as Escrituras. Mais tarde, toda essa preparação vai se revelar importante, quando decide propor sua tradução para a bíblia. Além dos trabalhos acadêmicos, Lutero ainda atuava como pregador e confessor na Igreja de Santa Maria, na cidade, e na Igreja do Castelo de Wittenberg. Em 1510, é chamado a Roma. É a partir dessa ida e das experiências na atuação nas igrejas que o jovem sacerdote se dá conta de alguns problemas. O mais marcante deles é o oferecimento de indulgências aos fiéis.

As indulgências se solidificam no mesmo período em que há o empoderamento e enriquecimento dos monastérios. Como as pessoas se viam atormentadas pela necessidade de salvação, a Igreja oferecia a oportunidade de que se realizassem ações para assim se apagarem os pecados cometidos. Tais ações seriam desde doações financeiras até concessões de terras à Igreja. Na prática da confissão, Lutero viu que as pessoas passaram a valorizar muito mais as indulgências do que a própria penitência advinda do sacramento confessional. A Igreja, mesmo ciente do que ocorria, se omitia, porque era conveniente receber as indulgências.

É esse contexto que leva Lutero a proferir os sermões contra as indulgências em 1516 e 1517, ano em que é atribuída a ele a fixação das 95 teses, que traz ainda outras contestações à Igreja da época, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Seria uma intenção de, dentro do método da escolástica, promover um debate acerca de seus questionamentos. Recentemente, em palestra promovida pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, o teólogo e pesquisador da Escola Superior de Teologia - EST Walter Altmann destacou que esse ato, hoje, é questionado por historiadores, pois Lutero já teria tornado públicos os seus argumentos numa correspondência a seu superior. “Sim, é um ato importante, mas qual o significado de publicar essas teses numa sociedade onde a maioria não sabia ler?”, questiona o teólogo durante a conferência realizada em agosto.

De qualquer forma, o que fica claro é que Lutero condenava a avareza e o paganismo na Igreja como um abuso e pedia um debate teológico sobre o significado das indulgências. No período, a imprensa já existia e a tradição de divulgação de ideais impressos se propagava. As Teses acabaram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Em poucas semanas, já haviam sido espalhadas por toda a Alemanha e, em dois meses, por toda a Europa. Este foi o primeiro episódio da História em que a imprensa teve papel fundamental, pois facilitou a distribuição simples e ampla do documento.

A reação da Igreja

Lutero não chega a dirigir suas críticas à pessoa do papa e, num primeiro momento, Leão X dá pouco crédito às contestações do monge. Entretanto, em 1518, determina que um professor de teologia dominicano investigue o assunto, o qual acaba denunciando Lutero por oposição ao pontífice. Suas teses são contestadas, sua postura é condenada como herética e a autoridade papal é referendada. O monge contesta todos os argumentos e acusações, iniciando assim uma discussão que culminaria em excomunhão.

Em meio a todo esse debate, Lutero brada na convenção dos Agostinianos em Heidelberg sua tese sobre a escravidão do homem ao pecado e a graça divina. Para ele, era preciso voltar ao Evangelho e perceber que Cristo morreu para que todos fossem libertos do pecado, tendo a graça divina ao alcance de todos, sendo essa uma concessão de Deus e vinculada aos sacrifícios ou indulgências. Isso o leva a questionar diretamente a autoridade do papa. São as chamadas doutrinas de "Tesouraria da Igreja" e "Tesouraria dos Merecimentos", que serviam para reforçar a doutrina e venda das indulgências, baseadas na bula papal "Unigenitus", de 1343, do Papa Clemente VI .

Lutero acaba qualificado como herético e é chamado a Roma. Por motivos políticos, não responde ao chamado, nega o papado e pede a realização de um concílio. Ainda com a intenção de manter relações com o protetor de Lutero, Frederico, o Sábio , o papa engendra uma tentativa final de solução pacífica para o conflito. Uma conferência com o representante papal Karl von Miltitz em Altenburg, em janeiro de 1519, leva Lutero a decidir guardar silêncio, tal qual seus opositores. Também teve de escrever uma carta ao papa e compôs um tratado demonstrando suas opiniões sobre a Igreja Católica. A carta nunca chegou a ser enviada, pois não continha nenhuma retratação; e, no tratado que compôs mais tarde, negou qualquer efeito das indulgências no Purgatório.

A cisão

Sem a menor possibilidade de cessar o conflito, os escritos luteranos chegam à França, Inglaterra e Itália, em 1519. Uma legião de estudantes seguia para Wittenberg para escutar Lutero. Ele desenvolveu doutrinas próprias, entre as quais, a de ter ampliado o significado da Eucaristia. Por volta de 1520, Lutero mantinha contato com humanistas, entre eles, Melanchthon , Reuchlin e Erasmo de Roterdã , que queriam mantê-lo sob sua proteção, convidando-o para seus castelos na eventualidade de não ser seguro para ele permanecer na Saxônia, em virtude da proscrição papal.

Enquanto isso, a cisão ia se fazendo praticamente inevitável. Em 15 de junho de 1520, o papa adverte Lutero, com a bula "Exsurge Domine", documento apostólico que o ameaçava com a excomunhão se em 70 dias não repudiasse sua doutrina. No mês de outubro do mesmo ano, Lutero envia seu escrito "A Liberdade de um Cristão" ao papa, em que, além de voltar a negar o pontífice, diz que não era preciso se curvar às leis para compreender a palavra de Deus. A cisão efetivamente se dá quando, em 12 de dezembro, Lutero queima a bula, que já tinha expirado há 120 dias, e o decreto papal de Wittenberg. O papa Leão X responde com a excomunhão de Lutero em 3 de janeiro de 1521, na bula "Decet Romanum Pontificem".

Dieta de Worms, exílio e a Reforma

O Imperador Carlos V inaugura a Dieta real em 22 de janeiro de 1521, chamando Lutero a renunciar ou confirmar seus ditos. Em 16 de abril, Lutero se apresenta e diz que só volta atrás mediante provas, com base nas Escrituras, de que seus argumentos são infundados. Assim, o imperador, em 25 de maio de 1521, declara Martinho Lutero fugitivo e herege, proscrevendo suas obras. Vale ressaltar a imensa associação entre poder espiritual e temporal no período medieval. Assim, insurgindo-se contra a autoridade do papa e da Igreja, Lutero também se insurge contra os códigos civis.

Em viagem de volta da Dieta de Worms, Lutero é sequestrado e levado ao Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permanece por cerca de um ano. Deixa crescer a barba e toma as vestes de um cavaleiro, assumindo o pseudônimo de Jörg. Durante esse período de retiro forçado, Lutero trabalha na sua célebre tradução da Bíblia para o alemão. Também produz outros escritos, prepara a primeira parte de seu Guia para Párocos e "Von der Beichte" (Sobre a Confissão), em que nega a obrigatoriedade da confissão, e admite como saudável a confissão privada voluntária. Em 6 de março de 1522, volta em segredo a Wittenberg, onde trabalha na sua cuidadosa Reforma.

Em abril de 1523, Lutero ajuda 12 freiras a escaparem do cativeiro no Convento de Nimbschen. Entre elas está Catarina von Bora, com quem Lutero se casa dois anos depois. Com ela tem seis filhos. O casamento de Lutero com a ex-freira incentivou a união de outros religiosos que haviam adotado a Reforma. Foi um rompimento definitivo com a Igreja Romana.

O ex-monge agostiniano Martinho Lutero teve morte natural, embora, entre seus biógrafos, não haja um consenso acerca da causa da sua morte, em Eisleben, no ano de 1546.

As contradições de Lutero

O pensamento de Lutero representa um rompimento de uma lógica do medievo, inaugurando assim o que hoje se considera um pensamento moderno. “Aquele 31 de outubro de 1517 marcou a fratura decisiva entre as épocas que definimos Idade Média e Idade Moderna, e que poderíamos mais concretamente definir, respectivamente, como a idade dos vivos a serviço dos mortos e a idade dos vivos que começam a se libertar do peso dos mortos”, define Franco Cardini, professor do Istituto Italiano di Scienze Umane - SUM, ao analisar o pensamento luterano, em artigo reproduzido pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU . “É difícil definir com tanta síntese lúcida o que é a Modernidade: que começa a partir do momento em que o homem ocidental (que ainda é um homem cristão) descobre a sua absoluta liberdade individual; mas, como cristão, é forçado a associá-la imediatamente, profundissimamente, à sua escravidão em relação à Onipotência divina”, completa.

Walter Altmann, na conferência que realizou em agosto no IHU, destaca que a Reforma é algo a comemorar, e não a celebrar. “A Federação Luterana Mundial, inclusive, decidiu explicitamente usar a palavra comemoração, e não celebração e muito menos jubileu. Essas palavras até têm sido usadas, mas elas nos tornam ufanistas demais”, explica. Isso porque há outras perspectivas do pensamento de Lutero que revelam suas contradições. Entre elas, os conflitos com outros protestantes e o rompimento com muitos deles, entre eles Erasmo.

O episódio da Reforma também é associado a conflitos sangrentos, como a Guerra dos Camponeses (1524-1525) . Revoltas de camponeses já tinham existido em pequena escala em Flandres (1321-1323), na França (1358), na Inglaterra (1381-1388), durante as guerras hussitas do século XV, e muitas outras até o século XVIII. Mas muitos camponeses julgaram que os ataques verbais de Lutero à Igreja e sua hierarquia significavam que os reformadores iriam igualmente apoiar um ataque armado à hierarquia social. Supunham isso por causa dos fortes laços entre a nobreza hereditária e os líderes da Igreja que Lutero condenava.

Entretanto, não foi o que houve. Walter Altmann lembra que Lutero tinha uma visão apocalíptica e, por vezes, dramática. Preocupado com o caos que poderia se instaurar com a revolta camponesa, acaba se associando aos príncipes que, de forma sangrenta, suprimem os revoltosos. “Ele se punha como interlocutor dos camponeses, mas, com medo do que pudesse ocorrer, acaba se associando aos príncipes”, explica Altmann. Em 1522, Thomas Münzer , até então um de seus seguidores, comanda massas camponesas contra a nobreza imperial. Lutero, que defendia a existência de "senhores e servos" como vontade divina, classifica Müntzer como um dos "profetas do assassínio".

Dentro do movimento reformista, Lutero também questionou outro de seus seguidores, o teólogo João Calvino . Enquanto Lutero queria reformar a Igreja Católica, Calvino acreditava que a Igreja estava tão degenerada que não havia como reformá-la, sendo inevitável uma nova Igreja. Altmann diz que não se pode perder de vista o caráter humano de Martinho Lutero. “Era um pecador como qualquer outro, com suas falhas”, reitera. Revolucionário no seu tempo, o monge também era questionador e tinha personalidade forte. Características que o colocavam em divergências com os próprios reformistas. É o caso, por exemplo, dos conflitos que acabou tendo com Münzer, Calvino, os anabatistas, além de judeus e muçulmanos. Conflitos que não se dão apenas no aspecto da religião, mas também no espaço político.

Referências

- ALTMANN, Walter. Lutero e Libertação. São Leopoldo, RS: Sinodal, 1994.
- DREHER, Martin. De Luder a Lutero: uma biografia. São Leopoldo, RS: Sinodal, 2014.
- FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001.
- GREINER, Albert. Lutero: ensaio biográfico. São Leopoldo, RS: Sinodal, 1983.
- LAU, Franz. Lutero. São Leopoldo, RS: Sinodal, 1982.
- LUTHER, Martin (tradução Leonidas Boutin e Heinz Soboll). Da Liberdade Cristã. São Leopoldo, RS: Sinodal, 1959.

Leia mais

Ao longo deste ano, o Instituto Humanitas Unisinos - IHU vem publicando, na seção Notícias do Dia de seu sítio, uma série de textos acerca de Lutero e dos 500 anos da Reforma. Confira alguns destaques.

- O desafio de compreender Lutero e a reforma 500 anos depois.

- Lutero e Erasmo, a gênese de um diálogo fracassado.

- Quando Lutero era católico.

- “Não é possível compreender a Europa de hoje sem a Reforma do século XVI e a figura de Lutero”.

- Lutero. A Reforma e os paradoxos do mundo moderno.

- Lutero, o “desbravador” da Modernidade.

- Erasmo: nem com Roma, nem com Lutero. Artigo de Massimo Firpo.

- Federação Luterana Mundial e os 500 anos da Reforma: perscrutando o futuro de Deus.

- Papa e luteranos: esperança comum e superação dos conflitos.

- Lutero e Inácio de Loyola mudaram o cristianismo do século XVI.

- Foi Martinho Lutero o “tuitador” cristão original?.

- Herdeira da Reforma Protestante, Igreja Luterana na Alemanha ordena mulheres e abre caminho para casamento gay.

- Um selo vaticano para reabilitar Lutero.

- 2017: Do Conflito à Comunhão?.

- O Lutero católico. Artigo de Carlo Molari.

- A comemoração dos 500 anos da Reforma: um aniversário em comunhão. Artigo de Kurt Koch.

- Francisco. 500 anos de Lutero: devemos olhar o passado sem rancores.

- Os dominicanos e Lutero.

- A Santa Sé reconhece Lutero como “uma testemunha do Evangelho”.

- Reforma, ecumenismo, futuro da igreja, disponível em http://bit.ly/2xtp8nF.

Para mais notícias, acesse o sítio do IHU.

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