Edição 474 | 05 Outubro 2015

Linha do Tempo

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Redação

A IHU On-Line apresenta seis notícias publicadas no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, entre os dias 28-09-2015 e 02-10-2015, relacionadas a assuntos que tiveram repercussão ao longo da semana

O Governo que a direita queria?

Estamos vivendo atualmente uma situação impensável até um ano atrás. Houve uma campanha eleitoral extremamente agressiva, onde adversários foram atacados de forma virulenta – não apenas suas ideias, seus programas. Com o reforço do apoio de movimentos sociais, foi reeleita a presidente Dilma, por pequena margem. Desenvolveu-se uma campanha da grande mídia contra o governo. Começou durante o processo eleitoral, se tornou mais forte no segundo turno e continuou desde então. Motivou mobilizações de rua contra a presidente, até pedidos de volta dos militares. Insistentemente coloca em debate a possibilidade de impeachment.

 

Demissão de Chioro é uma “grande pancada” nos militantes do SUS 

A demissão de Arthur Chioro do cargo de ministro da Saúde tem gerado repercussão negativa dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. “É uma grande pancada que os militantes do SUS estão recebendo do governo”, afirmou o deputado federal do PT-BA, Jorge Solla. Para ele, “a decisão da presidente Dilma de lotear o cargo para tentar atrair a fidelidade do PMDB no Congresso é ingênua, posto que terá resultado efêmero, e a cada votação se reestabelecerá uma nova chantagem”, disse. De acordo com Solla, que já ocupou o cargo de secretário estadual de Saúde da Bahia e é médico pesquisador da Universidade Federal da Bahia, existe um grande descontentamento entre militantes do PT em relação à negociação com os peemedebistas em torno do ministério da Saúde. A informação foi publicada por Portal Fórum em 30-09-2015.

 

Crise humanitária dos Guarani-Kaiowá é tão grave que cabe em diversas relatorias de direitos humanos da ONU

Uma das preocupações expressas pelas seis relatorias especiais de direitos humanos da Organização das Nações Unidas que estiveram reunidas com a liderança indígena Eliseu Lopes Guarani-Kaiowá no último dia 24, em Genebra, na Suíça, é justamente a definição de qual delas poderia receber o caso Guarani-Kaiowá. Isso significa que a situação de violação de direitos deste povo é tão grave e extensa que ela pode ser acompanhada por todas as relatorias com as quais Eliseu se reuniu: direito à alimentação; pessoas internamente deslocadas; violência contra a mulher; defensores dos direitos humanos; movimento ilícito de resíduos tóxicos; e, logicamente, a de povos indígenas. A reportagem é de Patrícia Bonilha e publicada pelo portal do Cimi em 30-09-2015.

 

Clima – Metas anunciadas pelo Brasil demandarão esforços relevantes

A “Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura” reconhece avanços no conjunto de contribuições anunciadas pelo governo brasileiro para o acordo mundial sobre o clima (INDC), mas salienta uma necessária interação entre sociedade e governo para acompanhamento de métricas e de mecanismos de implementação. O movimento — composto por mais de 100 empresas, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e entidades setoriais — observa que a redução de emissões de GEE (Gases do Efeito Estufa), de 37% até 2025 e de 43% até 2030 com base em 2005, é mais expressiva do que se sinalizava até então. A Coalizão dará início, agora, a um mergulho nos marcos econômicos relacionados à INDC para entender as demandas e desdobramentos necessários. Em novembro, apresentará conclusões, de forma a auxiliar nos debates da COP 21. A reportagem foi publicada por Envolverde em 29-09-2015.

 

Um Sínodo das soluções

Cerca de 250 bispos de todo o mundo estarão reunidos no Vaticano de 4 a 25 de outubro para aquela que muitos consideram ser a mais importante Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos desde o Concílio Vaticano II. Eles se reúnem exatamente 50 anos depois do Concílio para se concentrar sobre a família e, nas palavras do Papa Francisco ao final do Sínodo de 2014, “encontrar soluções concretas para tantas dificuldades e os inúmeros desafios que as famílias devem enfrentar; para dar resposta aos numerosos motivos de desânimo que envolvem e sufocam as famílias”. Em relação ao Sínodo, cardeais, bispos e analistas leigos vêm expressando suas esperanças e medos em livros, artigos e entrevistas durante os últimos dois anos, o que revela tanto o reconhecimento da importância do evento quanto a existência de uma divisão entre estes atores. A reportagem é publicada por América, edição de 05-10-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

 

Apartheid carioca: nos estádios, os pobres perderam espaço faz tempo

"Depois de uma série de arrastões, parte dos moradores do Rio passou a defender que se limite a ida à praia de quem vive nos bairros mais pobres. Frequentadores de academias chegaram a organizar inspeções em ônibus que iam a Copacabana", escreve Bruno Guedes, jornalista, em artigo publicado por Carta Capital em 25-09-2015. Eis um trecho do artigo.

O Rio de Janeiro viveu um fim de semana conturbado, uma espécie de convulsão social. A praia é o centro de um confronto que evidencia um forte desejo de boa parte da elite carioca por uma espécie de apartheid, pelo confinamento da periferia. Para o torcedor de futebol, nenhuma surpresa. Na prática, a segregação já existe nos estádios de futebol. Um espaço que por décadas foi quase tão democrático quanto as areias de Copacabana, Ipanema e Leblon. E não é mais. 

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