Edição 371 | 29 Agosto 2011

Biografia

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Redação

De 23 a 26 de agosto de 2011 a Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR, organizou o IX Congresso Nacional de Filosofia Contemporânea e II Simpósio Nacioal Hans Jonas. A programação completa do evento e maiores informações podem ser conferidas em http://www.congressofilosofia-pucpr.com.br/

Hans Jonas (1903-1993) foi um filósofo alemão. É conhecido principalmente devido à sua influente obra O princípio responsabilidade (publicada em alemão em 1979, e em inglês em 1984). Seu trabalho concentra-se nos problemas éticos sociais criados pela tecnologia. Jonas quer sustentar que a sobrevivência humana depende de nossos esforços para cuidar de nosso planeta e de seu futuro. Formulou um novo e característico princípio moral supremo: “Atuar de forma que os efeitos de suas ações sejam compatíveis com a permanência de uma vida humana genuína”.
Embora se tenha atribuído a O princípio responsabilidade o papel de catalisador do movimento ambiental na Alemanha, sua obra O fenômeno da vida (1966) forma a espinha dorsal de uma escola de bioética nos Estados Unidos. Profundamente influenciado por Heidegger , esta obra tenta sintetizar a filosofia da matéria com a filosofia da mente, produzindo um rico entendimento da biologia, em busca de uma natureza humana material e moral.

A biologia filosófica de Hans Jonas tenta proporcionar uma concepção una do homem, reconciliada com a ciência biológica contemporânea.
Também escreveu abundantemente sobre gnosticismo, pelo que é igualmente conhecido, interpretando a religião como um ponto de vista existencial filosófico. Jonas foi o primeiro autor a escrever uma história detalhada do antigo gnosticismo. Além disso, foi um dos primeiros autores a relacioná-lo com questões éticas nas ciências naturais. A filosofia de Jonas foi influenciada pela filosofia de Alfred North Whitehead .

Trajetória
Jonas nasceu na cidade de Mönchengladbach, em 10 de maio de 1903. Estudou filosofia e teologia em Friburgo, Berlim e Heidelberg, e finalmente se doutorou em Marburg, onde fez estudos sobre Martin Heidegger e Rudolf Bultmann . Lá conheceu Hannah Arendt , quem também estava fazendo doutorado, iniciando uma amizade que duraria o resto de suas vidas.
Em 1933, Heidegger uniu-se ao partido nazista, algo que Jonas tomou pessoalmente, já que era de origem judia e sionista. O fato de o grande filósofo cometer tal ato político fez Jonas questionar o valor da filosofia.
Deixou a Alemanha e foi para a Inglaterra nesse mesmo ano e de lá viajou para a Palestina em 1934. Em 1940 retornou à Europa para participar do exército britânico, que havia formado uma brigada especial para judeus alemães que quisessem lutar contra Hitler. Foi enviado à Itália, e até o final da guerra à Alemanha. Assim cumpriu sua promessa de somente retornar à sua terra se fosse como um soldado de um exército vitorioso. Durante a guerra escreveu numerosas cartas, tanto filosóficas como amorosas, a Lore, com quem se casaria em 1943.
Imediatamente após a guerra, voltou a Mönchengladbach, para buscar a sua mãe, porém descobriu que ela havia sido enviada a câmaras de gás de Auschwitz. Sabendo disto, rechaçou a ideia de viver outra vez na Alemanha. Retornou à Palestina, e tomou parte na guerra árabe-israelense de 1948. Apesar disso, sentiu que seu destino não era ser um sionista, mas ensinar filosofia. Jonas deu aulas na Universidade Hebraica de Jerusalém, brevemente, antes de mudar-se para a América do Norte. Em 1950 foi para o Canadá, ensinando na Universidade de Carleton, e de lá se mudou para Nova York, em 1955, onde viveu o resto de seus dias. Trabalhou para a Nova Escola de Investigações Sociais entre 1955 e 1976, e morreu em 5 de fevereiro de 1993, aos 89 anos.

Edições em português
Ética, medicina e técnica. [S.l.]: Vega, 1994
O princípio responsabilidade. [S.l.]: Contraponto Editora, 2006
O princípio da vida: fundamentos para uma biologia filosófica [S.l.]: Vozes, 2004

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