Edição 371 | 29 Agosto 2011

Editorial

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Redação

Há 32 anos era lançada uma obra fundamental para a filosofia, cuja abordagem é das mais atuais e inquietantes: O princípio responsabilidade, de Hans Jonas (1903-1993). Inspirada pela importância desse escrito, a IHU On-Line entrevistou pesquisadores sobre o legado jonasiano.

A autonomia deve fundamentar o agir humano frente aos poderes ilimitados que a ciência confere à humanidade, observa o filósofo Lourenço Zancanaro, da Universidade Estadual de Londrina – UEL. Entretanto, completa, Jonas não se opõe à tecnologia, mas propõe uma ética que atente para a antecipação dos riscos e o cuidado.

Jelson Roberto de Oliveira, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, examina a heurística do temor e fala sobre o tom antecipador e “primazia do mau prognóstico” como característicos desse expediente.

Helder Buenos Aires de Carvalho, da Universidade Federal do Piauí – UFPI, nomeia a filosofia jonasiana como chave para compreender a crise ambiental. Com seu imperativo ético, assinala, o princípio responsabilidade afirma o valor indiscutível da vida dos humanos e não humanos, além de reiterar a liberdade e autonomia do sujeito contemporâneo

A filósofa Nathalie Frogneux, da Universidade Católica de Louvain (Louvain-la-Neuve), exorta para a necessidade de abdicarmos da “festa frívola” e da ideologia do progresso que embalam o egoísmo moderno, caso contrário estaremos “hipotecando nosso futuro”.

A relevância interdisciplinar de Jonas, com o debate entre saberes que pode ser estabelecido a partir de seu pensamento é o tema de Robinson dos Santos, da Universidade Federal de Pelotas – UFPEL.

A reformulação do imperativo categórico e a reabilitação da natureza, abordada por Lilian Godoy, da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG complementa o debate.

O teólogo Alex Villas Boas analisa Carlos Drummond de Andrade e a “re-significação” de Deus na poesia.

Augusto de Sá Oliveira, professor na Faculdade 2 de Julho (F2J/Bahia) e pesquisador do Grupo Cepos, da Unisinos, é autor do artigo intitulado O Paraíso é aqui! Ou o refúgio privilegiado de uma “gente diferenciada”.

Carla Simone Rodeghero, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, e Lucília de Almeida Neves Delgado, da Universidade de Brasília – UnB, antecipam aspectos que irão abordar em suas conferências no Seminário 50 anos da Campanha da Legalidade: memória da democracia brasileira, ciclo que continua e conclui nesta semana no Instituto Humanitas Unisinos – IHU e no PPG em História da Unisinos.

O PPG em Filosofia da Unisinos promove, em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, o ciclo Giorgio Agamben: “O Homo Sacer I, II, III. A exceção jurídica e o governo da vida humana”. O coordenador do evento, Castor Ruiz, professor e pesquisador do PPG em Filosofia, expõe os principais pontos a serem discutidos na segunda etapa do Ciclo a ser realizada nesta semana.

Cristina Trisch, secretária das Ciências da Comunicação, é a colega entrevistada desta semana.

A todas e todos uma ótima semana e uma excelente leitura!

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