Edição 288 | 06 Abril 2009

O “Cristo da Fé” e o “Cristo Cinemático”. As imagens de Jesus no cinema

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Márcia Junges e Graziela Wolfart

Migração da arte pictórica para as telas, as alterações que a representação de Cristo sofreu em diferentes produções cinematográficas e o sentido da Páscoa são analisados pelo historiador Luiz Vadico

Examinar as produções cinematográficas cujo personagem principal é Jesus Cristo. Esse é um dos temas da entrevista a seguir, realizada por e-mail com o historiador Luiz Vadico. Para ele, os filmes A vida e a Paixão de CristoA paixão da Pathé, Vida de CristoA paixão da Gaumont e Da manjedoura à cruz são os três mais importantes sobre a vida de Cristo no Primeiro Cinema. Segundo ele, “há um fenômeno bastante interessante que ocorre nos filmes de Cristo. Como a história é conhecida e é basicamente a mesma, em geral os produtores e ou diretores conhecem as produções realizadas até o momento em que decidem fazer as suas próprias. Isso faz com que haja um diálogo entre estes diversos filmes, onde ou ocorrem referências ou a experiência dos antecessores é aproveitada”.

Licenciado e bacharelado em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luiz Vadico possui mestrado e doutorado em Multimeios pela mesma instituição. Atualmente, é professor titular da Universidade Anhembi Morumbi, supervisor do Centro de Estudos do Audiovisual (UAM), e professor de Comunicação, Estética e Cultura de Massa no curso de Extensão em TV para a Televisão Pública de Angola (TPA), em Luanda, Angola. É também membro do Conselho Editorial da Revista Interatividade e membro da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (Socine). Além disso, Vadico é também escritor e poeta.

Na programação do evento de Páscoa do Instituto Humanitas Unisinos deste ano, Vadico apresentou três conferências. A primeira, no dia 18 de março, em Porto Alegre, na Usina do Gasômetro, teve como título “Jesus no primeiro Cinema. Estética e Narrativas”. E no dia 19 de março ele falou, na Unisinos, sobre “A paixão de Cristo no primeiro Cinema. Influências Artísticas, estética e narrativa” e sobre o tema “Imaginando o Divino. Representações de Jesus no Cinema”.  As três conferências também foram exibidas na Unisinos, dentro da programação Páscoa IHU 2009.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Em termos gerais, como você analisa as adaptações da vida de Cristo pelo cinema?

Luiz Antônio Vadico - É um tanto quanto difícil falar “em termos gerais” sobre as adaptações, pois cada uma delas teve especificidades bastante próprias. Pensar em algo que seja comum a este universo de produção pode causar alguns equívocos de interpretação. No entanto, para atender à questão, acredito que se pode dizer que estes filmes sobre Cristo são, sobretudo, um ponto de encontro entre interesses. O interesse dos produtores em ampliar seus lucros (atraindo um público que não frequentava o cinema nos primeiros anos de sua história, mulheres e crianças); o dos exibidores (ao poderem abrir as portas dos seus estabelecimentos em dias consagrados ao descanso); o dos religiosos que poderiam ter seu trabalho de catequese ampliado pela utilização dos filmes; e, por ultimo, o interesse do público em participar de um espetáculo que o remetesse às raízes da sua fé.

Neste encontro (e às vezes entrechoque) de interesses, podemos perceber, ao longo do século XX, o esforço realizado pelos empresários do entretenimento para se apropriarem da imagem de Jesus Cristo. Enquanto ela se mantivesse somente no âmbito religioso ela se manteria “intocada”, distante de adições ou manipulações fora do contexto sacral. No entanto, no processo de adaptar a Vida de Cristo para o Cinema e depois para a TV, tendo em vista as necessidades do meio, a imagem de Jesus Cristo acabou por fim se tornando de “domínio público”.

Alterações fictícias de Jesus

No início da história do Cinema, Jesus era o Filho de Deus, cuja representação por um homem que não fosse de origem divina como ele, poderia ser questionada. Atualmente, Jesus é uma personagem do Cinema, diferente – e talvez até um pouco distante – do Cristo do universo das Igrejas. Ele pode ser apresentado se “casando” (A última tentação de Cristo,  1988) ou como um “Clown” (Godspell, 1972). Essas alterações fictícias da sua vida e personalidade sempre causarão mal-estar. No entanto, elas só se tornaram possíveis porque os meios de comunicação venceram o embate pela imagem de Jesus Cristo. Mas isso não os tornou donos de “Cristo”, pois um dos resultados importantes deste processo é o fato de que os “fiéis” sabem distinguir bastante bem entre o “Cristo da Fé” e o “Cristo Cinemático”.

Creio que, neste embate entre empresários do entretenimento e religiões institucionalizadas, todos ganhamos de alguma forma. A imagem de Jesus Cristo se tornou ainda mais plural e suas várias representações se tornaram como que um exercício para os fiéis, através do qual ele reconhece o “Cristo” que está mais em conformidade com o seu coração.

IHU On-Line - Por que considera os filmes A vida e a Paixão de Cristo - A paixão da Pathé, Vida de Cristo – A paixão da Gaumont e Da manjedoura à cruz os três mais importantes sobre a vida de Cristo no Primeiro Cinema?

Luiz Antônio Vadico - A Paixão da Pathé, de 1902/3, dirigida por Ferdinand Zecca  e por Lucien Nonguet,  importa em primeiro lugar por ter se tratado de um filme que foi realizado a partir de um esquema industrial de produção e distribuição, o que também é uma inovação para a época. O seu grande sucesso permitiu para a Pathé francesa um lucro imenso, pois foram vendidas milhares de cópias, coisa que permitiu alavancar a produção de diversos filmes realizados posteriormente. Além disso, o esforço estético ocorrido, e que foi muito apreciado, levou ao surgimento de uma nova produtora, empenhada em produzir obras de alta qualidade, chamada Film d’Art, que marcaria bastante a produção cinematográfica daqueles anos.

O sucesso da Paixão da Pathé repercutiu não somente na estética, mas também no aumento do custo dos filmes e do tempo de duração das novas produções. Além disso, o filme trazia algumas inovações, como a utilização do movimento de câmera, e já algumas situações fictícias na trama envolvendo Jesus. 

Paixão da Gaumont

A Paixão da Gaumont, de 1906, se opõe, em parte, àquela produção, pois esteticamente está propondo uma imagem mais realista dos momentos decisivos da Paixão de Cristo. Há uma busca bastante séria em se fazer um adequado contexto histórico e social da vida de Jesus; a sua diretora, Alice Guy,  tem no pintor francês James Tissot  seu principal inspirador; principalmente por causa do extenso trabalho de pesquisa e levantamento realizado por ele na Palestina e no Egito. Podemos também sentir a influência de Zecca sobre essa nova produção, pois o mesmo diretor deixou a Pathé, em 1904, e acabou por trabalhar na Gaumont por algum tempo, e sua influência pode ser sentida com bastante clareza nas cenas relativas à Ressurreição de Jesus Cristo.

Da Manjedoura à Cruz

A estética de Tissot pode ser vista ainda muito mais claramente em Da manjedoura à cruz, de 1912, sob a direção de Sidney Olcott  – produzido pela Kalem Company -, cujo principal mérito é ter sido o primeiro filme sobre a Vida de Jesus Cristo inteiramente rodado na Palestina.

Mas os fatores que unem as três produções de fato são a estética e o sucesso de vendas e público. A Paixão da Pathé foi o primeiro a dar um passo importante, melhorando os cenários, a movimentação em cena e buscando dar espacialidade aos diversos planos; escolheu uma estética mais “naif”, pois as imagens representadas lembravam muito as pinturas de santos nas paredes das igrejas católicas; A Paixão da Gaumont se impôs pelo realismo sem ingenuidades, acertando em cheio no gosto do público do início do século XX; e ampliando este quesito, Da manjedoura à cruz, faz a suprema proposta de “realismo” ao filmar a Vida de Cristo no lugar onde ela transcorreu.

Acredito que essas razões são suficientes para que possamos compreender a importância e o impacto que estes filmes tiveram sobre a época e sobre a história do desenvolvimento da prática cinematográfica.

IHU On-Line - Como o corpo de Cristo é representado nessas produções?

Luiz Antônio Vadico - O Corpo de Cristo possui um lugar central em nossa cultura. Então, sempre é de interesse observar como ele vem sendo mostrado e trabalhado nos diversos filmes. Nestas três produções ocorre uma modificação visual importante. Nos filmes de Peça da paixão, que surgiram a partir do ano de 1897, o corpo de Jesus e mesmo o de todos os outros personagens apareciam recobertos por uma espécie de maiô, e sobre ele os atores colocavam as roupas do figurino. No entanto, este maiô de algodão branco acabava por fazer dobras sobre o corpo dos atores, o que resultava em algo pouco elegante. Não sabemos dizer ao certo se eles utilizavam este maiô por uma questão de pudor ou se era para abrigar os atores do frio, pois com a diferença de muitos poucos anos a prática foi abandonada. O primeiro filme em que o corpo de Jesus aparece semidesnudo é A Paixão da Pathé, e isso não causou nenhum constrangimento; o mesmo foi feito pelas outras duas produções já citadas anteriormente.

De 1902 até 1912, ocorre um claro progresso na manipulação do Corpo de Cristo, pois num primeiro momento este corpo pode aparecer semi-nu e depois este corpo pode ser flagelado à exaustão, como foi no caso de Da manjedoura à cruz. O corpo de Jesus neste período é bem o corpo do sacrifício, o corpo do cordeiro que pode ser sacrificado para retirar os pecados do mundo. A violência aplicada ao extremo sobre o seu corpo só veria real concorrência num período bastante posterior, com The passion, de Mel Gibson,  2004.

IHU On-Line - Em que sentido essas produções influenciaram os filmes que foram feitos posteriormente sobre a vida de Cristo?

Luiz Antônio Vadico - Há um fenômeno bastante interessante que ocorre nos filmes de Cristo. Como a história é conhecida e é basicamente a mesma, em geral os produtores e ou diretores conhecem as produções realizadas até o momento em que decidem fazer as suas próprias. Isso faz com que haja um diálogo entre estes diversos filmes, onde ou ocorrem referências ou a experiência dos antecessores é aproveitada. Este é um dado importante, onde algum filme tenha cometido alguma “gafe” e tenha sido criticado pela sociedade, o filme posterior se esforçará em não cometer o mesmo erro.

Como comentamos anteriormente, a Paixão da Pathé teve influência direta na Paixão da Gaumont, sobretudo por que ambas eram empresas concorrentes. Quando Alice Guy realiza o seu filme ela tem a estrita missão de “opor” uma paixão àquela realizada pelo rival. Esta luta pelo mercado consumidor possibilitou o surgimento de duas ótimas produções que possuem estéticas bastante diversas e que coexistem no mesmo período de tempo, na primeira década do século XX. O sucesso dos três filmes, que continham a “Cristologia” do “Servo Sofredor” em si, e a completa ausência de críticas sérias ao seu conteúdo, acabou animando outros produtores a adotarem e manterem o mesmo formato e conteúdo ao longo dos anos, coisa que somente foi de fato rompida após a Segunda Guerra Mundial, na década de 1950, com as novas produções que serão realizadas para a TV, como O Cristo vivo, da produtora americana Cathedral, e Os mistérios do Rosário produção hispano-americana, realizada sob os auspícios da organização O Rosário em família, do conhecido Pe. Patrick Peyton.

IHU On-Line - Que valores cristãos e humanos se sobressaem nessas produções?

Luiz Antônio Vadico - Nestas três produções especificamente, não há preocupação com “valores humanos”, pois ao menos nas duas primeiras, não há grande possibilidade de informação dramática, pois nem se usavam intertítulos ainda. Tanto na Paixão da Pathé quanto na da Gaumont, o esforço recai sobre a questão Cristológica, se está contando a estória da “redenção”, como o Filho de Deus encarnou na Terra para ser sacrificado para redimir a humanidade dos seus pecados. A redenção da humanidade surge como o maior valor cristão ali contido. Toda e qualquer outra referência nos filmes se apagam diante desta. A caridade ou a fé não são temas teológicos abordados se não de maneira bastante indireta.

Além disso, os produtores, até onde temos notícias, não estavam de fato preocupados com a representação de “valores humanos” ou “cristãos”. Eles desejavam contar a Paixão de Jesus Cristo de uma forma extremamente atraente. Então, para os três casos, a estética foi um quesito mais importante do que os valores cristãos ou humanos, e esta foi bastante bem cuidada. Os três filmes tiveram versões coloridas. No caso dos dois mais antigos, foram coloridos à mão, fotograma por fotograma, e no caso de Da manjedoura à cruz, o processo foi químico, através da escolha de cores como azul, verde, sépia ou vermelho, eles realizavam a chamada “tintagem” e ou a “viragem”, que coloriam da mesma cor extensas áreas do filme. O azul era utilizado para informar ao espectador que a cenas se passavam à noite, por exemplo.

Em outras palavras, desde a escolha dos cenários, à tecnologia usada e ao processamento final da imagem, eles estavam interessados, sobretudo, em produzir algo que fosse Belo e atraente. Os valores humanos não estavam exatamente na ordem da boa qualidade de representação cinematográfica.

IHU On-Line - Que elementos das artes pictórica e gráfica migram para o cinema? E que significado essa estética adquire?

Luiz Antônio Vadico - Vários elementos migram da arte como um todo para o cinema. Formalmente, os princípios de composição dos objetos dentro do quadro; a perspectiva, longamente elaborada no contexto do Renascimento Cultural, é tratada com bastante cuidado na elaboração dos diversos planos de um filme, principalmente quando se trata de organizar o plano-dentro-do-plano; a utilização das cores, quer fosse como puro elemento estético, quer fosse por razões simbólicas, também migra das Artes pictóricas para o Cinema.

No entanto, a influência que se pode sentir de forma mais rápida e simples é a da escolha dos diretores pela utilização da obra deste ou daquele pintor como suporte estético para o seu filme. Isso implicará na escolha de um determinado estilo de iluminação, cores, composição e organização da cena. Isto pode ser visto claramente, no caso da Paixão da Pathé, em que a organização das cenas está mais próxima daquilo que era feito por Gustave Doré,  no âmbito da ilustração bíblica do século XIX; ou como, no já citado caso de James Tissot, utilizado na Paixão da Gaumont no quesito estética e em Da manjedoura à cruz foi ainda utilizado com sentido narratológico.

Quando os cineastas recorrem à utilização de recursos, citações, ou até mesmo absorção da obra pictórica inteira de um determinado artista, estão sobretudo buscando encontrar no espectador a familiaridade necessária para uma boa recepção da sua obra. No quesito Paixão de Cristo, grandes mestres da pintura deram a sua contribuição ao longo da história. E o público em geral está bastante familiarizado com estas imagens que advém da arte sacra. Ver um filme que se parece com elas, de acordo com os diretores e alguns teóricos, permite que o espectador se sinta mais confortável diante daquilo que já é conhecido.

Beleza das imagens

A este raciocínio temos apenas a opor que se o produtor ou o diretor não forem bem-sucedidos neste processo, a familiaridade do espectador fará com que críticas se levantem imediatamente, relativamente à qualidade do filme rodado. George Stevens,  em A maior história de todos os tempos, de 1965, foi um dos diretores que mais se preocupou com a beleza das imagens. Sua câmera ocupou-se, sobretudo, da composição e do enquadramento das paisagens. A crítica que acabou resultando por causa do seu excessivo uso, foi de que ele havia feito um filme baseado em “cartões postais”.

É interessante notar que esta “contaminação” que ocorre entre as artes faz com que se veja na tela do cinema, coisas que foram “normatizadas” em meados da Idade Média, como o Manto Azul e o Véu Branco da Virgem Maria. Em boa parte dos filmes, é com essas cores que ela vem representada. Em compensação as “contaminações” também se dão em sentido contrário. O manto de Jesus, que não havia sido vermelho até o surgimento do filme O manto sagrado,  passou a exibir frequentemente essa cor desde então, seja na pintura, seja no próprio cinema.

IHU On-Line - Qual é o sentido de celebrarmos a Páscoa em nossa sociedade?

Luiz Antônio Vadico - Essas duas últimas questões são muito delicadas para serem respondidas por mim na condição de pesquisador, pois elas se referem a um contexto que, sobretudo, parece pedir um teólogo. No entanto, gostaria de respondê-las para além do âmbito acadêmico, apelando para minha própria subjetividade, se é que poderei ajudar de alguma forma nisso. A minha pergunta é se esta questão faz “sentido”. Para os cristãos, há completa pertinência em se comemorar a Páscoa, sempre houve, há e haverá. É no âmbito do Cristianismo que a celebração surge e enquanto houver Cristianismo fará sentido para o seu seguidor celebrar a Páscoa. Não consigo ver com espanto o fato de que nem todas as pessoas compreendem o sentido da Páscoa e, por isso, a comemoram de forma diferente, ou muitas vezes não lhe dão a menor importância. Se uma parte da sociedade, desligada – ou não – dos valores cristãos prefere coelho e chocolate na Páscoa, tudo bem, isso é com eles. Aqueles que preferem celebrar a Ressurreição de Jesus Cristo devem fazê-lo. O que acho difícil é que procuremos fazer um “Cristo de chocolate” que possa ser suficiente para todas as necessidades. Não, não pregaremos o coelho na cruz e nem faremos um Jesus de Chocolate.

Várias Páscoas

Acredito que Jesus ensinou claramente o caminho quando disse: “vós não sois do mundo”. Por isso, não fiquemos aborrecidos quando o “mundo” não compactuar conosco. Pensemos que atualmente existem várias Páscoas, cada uma com sua legitimidade, seja essa legitimação comercial, religiosa ou cultural, são sobretudo práticas do “mundo”; neste contexto, lembremos que o Cristão dedica-se à obra de Deus e à maior edificação do Espírito. Em essência ele não é do mundo, e sabe que Deus deve ser cultuado em “espírito e verdade”, e ele sabe, ao menos por lógica, que não tem como pedir ao “mundo” que legitime a sua prática.

Atualmente, ser cristão, tanto quanto no período tardio do Império Romano, passa necessariamente por uma escolha pessoal, por uma conversão ou até mesmo por uma reconversão; então, mais do que nunca, para aquele que se encontrou em Cristo, faz todo sentido comemorar e celebrar a Páscoa. “Porque se Jesus não ressuscitou é vã a sua fé”, mas se para nós ele ressuscitou, então celebremos.

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