Edição 497 | 14 Novembro 2016

Linha do Tempo

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A IHU On-Line apresenta seis textos publicados no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU que tiveram destaque ao longo da semana.

"Trump? Não o julgo. Interessa-me apenas se ele vai fazer os pobres sofrerem." Entrevista com o Papa Francisco

Escrevo este artigo no dia seguinte à imprevista vitória eleitoral de Donald Trump contra Hillary Clinton. É um grande evento que ocorreu em um grande país democrático, com procedimentos democráticos, o que significa que a maioria dos eleitores escolheu um novo presidente para o sucesso de Barack Obama.

O nosso jornal já contou e analisou todos os novos aspectos da situação que foi criada com a vitória Trump, e me parecia oportuno que eu também fizesse um exame, mas muito breve. O verdadeiro tema deste artigo, de fato, não diz respeito ao caso estadunidense, mas a um convite desejado por mim há muito tempo para um encontro com o Papa Francisco. Eu tive com ele, na semana passada, um longo telefonema, porque Sua Santidade quis discutir comigo a visita que ele faria três dias depois à Suécia, com os representantes mundiais da religião luterana e da reforma da qual ela nasceu há meio milênio. 

A reportagem é de Eugenio Scalfari, publicada no jornal La Repubblica, 11-11-2016.

Aquelas urnas submersas de sexismo e racismo

"Naturalmente, nós ainda não sabemos que parte da população dos EUA realmente votou. Mas ficamos com a questão sobre como a democracia parlamentar nos trouxe um presidente extremamente antidemocrático e se temos que nos preparar para sermos mais um movimento de resistência do que um partido político."

A opinião é da filosofa e filóloga estadunidense Judith Butler, professora da Universidade da Califórnia em Berkeley, em artigo publicado no jornal Il Manifesto, 10-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Há um terrorismo de base que emana do controle do dinheiro sobre a terra”. A íntegra do discurso do papa Francisco aos Movimentos Populares

“Os “3-T”, esse grito de vocês que faço meu, tem algo dessa inteligência humilde mas forte e sanadora. Um projeto-ponte dos povos frente ao projeto-muro do dinheiro”, disse o Papa Francisco no discurso proferido no término do III Encontro Mundial de Movimentos Populares, realizado em Roma. “Faço minhas as palavras do meu irmão o Arcebispo Jerônimo de Grécia: “Quem vê os olhos das crianças que encontramos nos campos de refugiados é capaz de reconhecer imediatamente, na sua totalidade, a “bancarrota” da humanidade”, asseverou o Papa. 

E ele pergunta: “Que passa no mundo de hoje que, quando se produz a bancarrota de um banco, imediatamente aparecem somas escandalosas para salvá-lo, mas quando se produz esta bancarrota da humanidade não há nem uma milésima parte para salvar a estes irmãos que tanto sofrem? E assim o Mediterrâneo se converteu num cemitério, e não somente o Mediterrâneo... tantos cemitérios junto aos muros, muros manchados de sangue inocente”.

COP 22: urgência com a herança de Paris

A 22°edição da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 22) começou na segunda-feira passada (7), em Marrakech. Centralizada nas propostas decididas no Acordo de Paris, que foi assinado por 192 países e ratificado por pelo menos 100, as conferências debaterão novas estratégias para a mitigação do aumento da temperatura.

A reportagem é de Carolina de Barros, publicada por Envolverde, 8-11-2016.

Água do rio Doce ainda não pode ser consumida nem por animais, diz ONG

Uma expedição da Fundação SOS Mata Atlântica, refeita um ano após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), constatou que a água do rio Doce, cuja bacia foi afetada por um mar de lama, continua sem condições de uso.

Para a ONG, dizer que não há "condição de uso" significa que a água não serve para o consumo humano, para o consumo animal e nem para ser utilizada em plantações.

A reportagem é de Rayder Bragon, publicada por portal UOL, 8-11-2016.

‘Ocupações dão visibilidade ao fato de que não vivemos uma situação de normalidade no país’

Um dos principais objetivos das ocupações é voltar às estruturas da UFRGS para debater as consequências da PEC 55 em áreas fundamentais como saúde, educação, segurança e infraestrutura e dar visibilidade ao fato de que nós não estamos vivendo uma situação de normalidade no país. A universidade, que é um espaço de pensamento estratégico para o país, não pode, neste momento, ter um comportamento como se estivéssemos vivendo um cotidiano de normalidade. A avaliação é de uma das estudantes que participam da ocupação da Faculdade de Ciências Econômicas (FCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciada na noite da última segunda-feira (7) no Campus Centro. 

A reportagem é de Marco Weissheimer, publicada por Sul21, 10-11-2016.

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