Edição 471 | 31 Agosto 2015

O Concílio Vaticano II e o aggiornamento da Igreja – No centro da experiência: a liturgia, uma leitura contextual da Escritura e o diálogo

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Redação

Cadernos Teologia Pública, em sua 98ª edição, traz o artigo de Gilles Routhier, coordenador do programa de pós-graduação e professor titular de Teologia na Faculdade de Teologia e Estudos Religiosos da Université Laval, Canadá.
O Concílio Vaticano II e o aggiornamento da Igreja – No centro da experiência: a liturgia, uma leitura contextual da Escritura e o diálogo

A questão da reforma na e da Igreja voltou à cena desde o início do pontificado de Francisco. Embora o Papa João preferisse o termo aggiornamento ao termo reforma, historicamente mais carregado, este não está, contudo, ausente do corpus do Vaticano II, sendo encontrado particularmente no Unitatis Redintegratio, com o concílio hesitando entre os termos reforma, renovação, revigoramento, restauração e aggiornamento. Dito isso, as discussões que o cercavam mostram que a própria realidade da reforma tomou conta das sessões conciliares.

Partindo desse contexto, nesta comunicação Gilles Routhier discorre sobre a experiência conciliar com o objetivo de analisar como os padres conciliares acabaram por elaborar e propor reformas. 

“Sendo a história a mestra da vida, postulo que podemos tirar algumas lições do concílio e que a análise do processo que levou os padres a imaginar a reforma da/na Igreja pode nos ensinar sobre a maneira de conduzir reformas nos dias de hoje”, constata Routhier. Analisando essa experiência conciliar, o autor se detém em três práticas específicas: a ação litúrgica, a leitura da Escritura e a deliberação que assume a forma do diálogo. Para o estudioso essa questão é particularmente interessante uma vez que “o Concílio, como evento, permite a realização de uma experiência. A experiência é que produz, nos padres, o fato de estarem reunidos, de experimentarem sua diferença de horizontes culturais, de discutirem, etc”. Routhier elenca esses três momentos ligados à vida conciliar porque os considera os vetores da abertura de concepção dos religiosos para o revigoramento da Igreja. 

“Hoje, se quisermos que a questão da reforma da Igreja progrida e avance, precisamos não simplesmente de ideias novas, mas de práticas que nos possibilitem promover experiências transformadoras”, constata o pesquisador, que acaba revelando a atualidade das discussões sobre a experiência conciliar.

Esta e outras edições dos Cadernos Teologia Pública podem ser adquiridas diretamente no Instituto Humanitas Unisinos – IHU, solicitadas pelo endereço Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e também suas versões digitais podem ser acessadas. 

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