Edição 399 | 20 Agosto 2012

Flusser e a filosofia da pluralidade, do encontro e do diálogo

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Thamiris Magalhães|Tradução: Moisés Sbardelotto

Nesse diálogo, segundo Rainer Guldin, não existe uma voz que poderia falar por todas as outras. Cada voz pode se articular livremente

Vilém Flusser conseguiu enxergar além de seu tempo. Apesar de não vivenciar o fortalecimento das mídias digitais, o autor conseguiu deixar marcas de seus trabalhos que ainda hoje servem de base para pensarmos a contemporaneidade. “Flusser viu alguns aspectos problemáticos do estar em rede, do existir online. Em um texto dos anos 1970, ele descreve o diálogo em rede como um modelo em que tudo é sacrificado pela circulação contínua de informações de todos os tipos. A fluidez é tudo”, explica um dos pesquisadores mais renomados da obra de Flusser, Rainer Guldin, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

Rainer Guldin frisa que Flusser sempre teve uma atitude muito ambivalente com relação às mídias. “De um lado, ele acentuou a sua criatividade, a sua possibilidade de inventar novos mundos e novos modos de interagir. De outro, porém, sempre alertou para os perigos inerentes à criação e à utilização de novas mídias.”

Ligado à Università della Svizzera Italiana, em Lugano, na Suíça, onde leciona filosofia, Rainer Guldin é editor-chefe da revista Flusser Studies e um dos pesquisadores mais renomados da obra desse autor. Estudou Germanística e Letras/Inglês na Universidade de Zurique e na Universidade de Birmingham (Reino Unido). Obteve doutorado em Literatura Alemã com uma tese sobre Hubert Fichte. Já ministrou aulas na Universidade Bauhaus de Weimar e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É autor de diversos ensaios dedicados a obra de Vilém Flusser, a teorias da tradução e a história do corpo humano.


Confira a entrevista.


IHU On-Line – Como podemos definir os conceitos de “traduções” e “retraduções”, cunhados por Flusser?

Rainer Guldin –
Flusser tinha uma visão muito ampla do conceito de tradução. Traduzir é, sobretudo, transformar, recriar, de modo a descobrir novos aspectos. Traduzir implica sempre um salto de um universo ao outro, um corte radical, e com isso é ilusório querer acreditar que se possa traduzir literalmente, sem perda alguma, bem como tentar defender um princípio errôneo de reprodução perfeita. A tradução, como Flusser a entendia, não quer produzir uma cópia exata do original. Traduzir significa abrir-se a novas situações, sabendo que, apesar de ser necessária, a tradução é fundamentalmente impossível. O processo de tradução é aberto, pode continuar ad libitum sem que jamais se chegue a reproduzir exatamente o original. Quando renunciamos conscientemente a esse ideal e nos concentramos no que acontece no processo de tradução para descobrir novas perspectivas, o intraduzível deixa de ser um problema e se torna uma inspiração a seguir. Flusser usou a tradução para criticar os seus textos, para submetê-los ao regime lógico de outra língua, para testar a sua coerência interna, mas também para publicar diversas variações do mesmo texto. Aqui, provavelmente também teve um papel importante o aspecto financeiro.


Tradução e retradução

Flusser nunca reescreveu um texto na mesma língua, mas sistematicamente traduziu todos os seus textos. Assim, cada texto tem uma ou mais variações em uma outra língua. Em um caso, até 12 versões diferentes. Penso que essa interpretação muito dinâmica e criativa do conceito de tradução tem a ver tanto com as bases da sua filosofia como com a prática diária de tradução e de retradução. Os dois aspectos se pressupõem mutuamente. A tradução é um processo fundamentalmente linear. O conceito de retradução, ao invés, introduz a noção de reflexão e de inversão. Depois de ter traduzido um texto do português para o alemão, do alemão para o inglês e do inglês para o francês, cumulando novos pontos de vista e aspectos visíveis apenas através do espectro de uma outra língua, Flusser retraduzia o seu texto na língua inicial, tentando criar uma síntese de todos os aspectos encontrados no processo de tradução. Nesse ponto, impunha-se também uma comparação entre o primeiro e o último textos para ver como eles diferiam um do outro. Naturalmente, podia-se “coenvolver” esse texto em mais uma rodada de dança. Nesse sentido, um texto nunca estava totalmente terminado. Flusser mencionava dois critérios para interromper a dança: satisfação pessoal ou possibilidade de publicação. Esse é o aspecto prático da tradução e da retradução. A isso é preciso acrescentar que tradução e retradução são duas metáforas centrais no seu sistema filosófico. No texto Caixa preta, dos anos 1980, por exemplo, Flusser liga a tradução à história, e a retradução à pós-história. A história traduz imagens em textos, e a retradução retraduz textos em imagens. A tradução é um princípio operacional que funciona mesmo quando se passa de um discurso a outro, ou de uma fase da vida a outra. Sempre que ocorre uma transformação, estamos diante de uma forma de tradução. Um perigo inerente a essa visão metafórica totalizante do fenômeno da tradução é que a metáfora corre o risco de perder o seu significado.


IHU On-Line – De que forma a obra do filósofo pode ser compreendida como uma reflexão sobre o fenômeno da tradução?

Rainer Guldin –
O princípio da tradução, como já se disse, é operacional em todos os níveis da sua obra. Flusser constantemente ampliou e modificou o seu modo de pensar traduzindo conceitos de um campo a outro. Ele começou com uma definição estritamente linguística da realidade. A língua inventa, cria a realidade. Mas, em seguida, ele reformulou o seu pensamento, adotando sempre novos modelos: a teoria da informação, a teoria da comunicação, a cibernética, a teoria dos jogos, a teoria dos gestos. Poder-se-ia descrever o desenvolvimento do seu pensamento como uma contínua tradução e retradução, uma espiral que vai se ampliando à medida que prossegue, que avança, mas que gira continuamente em torno dos mesmos temas, combinando desse modo repetição e novidade. Isto é, poder-se-ia aplicar a metáfora da re/tradução ao conjunto da sua obra. Isso confere à sua obra uma grande riqueza, mas, ao mesmo tempo, também uma notável coerência interna. Pensar é traduzir: transformar o que já se sabe, integrando novos elementos. Recriar traduzindo em novos contextos mais amplos, acrescentando e integrando sempre novos elementos.


IHU On-Line – Qual é a relevância atual das postulações flusserianas sobre a tradução para os estudos de tradução em geral?

Rainer Guldin –
Nos últimos anos, chegou-se a uma teoria da tradução que sucessivamente integrou o aspecto cultural, a importância do contexto político-social de cada operação de tradução e a própria figura do tradutor. Em vez do conceito de equivalência que subordinava a tradução ao original, lentamente se impôs um conceito de tradução como transformação. Além disso, falou-se muitas vezes de um terceiro espaço intermediário e híbrido entre as línguas e culturas individuais. Em vez de se interessar apenas pela passagem do sentido de uma língua a outra, agora estamos muito interessados pelo que acontece na passagem de uma língua a outra. Os problemas, as hesitações, as contradições insolúveis. Esse novo conceito de tradução poderia nos ajudar a entender melhor o que acontece quando ocorre uma transformação. Flusser se interessou pela teoria da tradução de modo sistemático especialmente nos anos 1950 e 1960, em uma época, portanto, em que ainda predominava uma concepção fundamentalmente linguística da tradução, que idealizava a ideia de um transporte sem perdas do conteúdo original. Flusser não seguiu mais as mudanças que ocorreram em seguida e morreu antes que se impusesse a cultural turn [virada cultural] na teoria da tradução e translational turn [virada translacional] nos cultural studies [estudos culturais]. Penso que esses desenvolvimentos o interessariam muito.


À frente do seu tempo

Apesar disso, Flusser desenvolveu um conceito de tradução muito à frente do seu tempo. Esse conceito inspirado por Quine , mas, sobretudo, por poetas como Haroldo de Campos , de quem Flusser traduziu duas passagens em alemão, privilegia a transformação, a recriação. Haroldo de Campos falava de transcriação. Através da possibilidade da retradução, Flusser também introduziu um princípio fundamentalmente democrático no processo de tradução. Quando traduzo do alemão ao francês, as minhas decisões ocorrem em função do francês, que é a metalíngua do alemão, língua objeto. Mas posso ainda inverter essa relação hierárquica, traduzindo do francês para o alemão. Nesse caso, o alemão se torna metalíngua do francês, que, por sua vez, se torna língua-objeto. Toda língua pode ser língua-objeto e metalíngua. Trata-se de tomar todas as línguas à disposição e usá-las como metalíngua das outras, para depois usar essas línguas-objeto como metalíngua da sua própria metalíngua. Esse jogo de inversões contínuas que Flusser formulou a partir do seu método de trabalho poderia ser usado como um modelo de comunicação intercultural. É nisto que reside a verdadeira atualidade de Flusser: não tanto nos conteúdos que ele propôs, mas sim nos métodos que elaborou.


IHU On-Line – Poderíamos pensar, a partir do que o filósofo afirmava, que temos e teremos dois tipos de escrita? Por quê?

Rainer Guldin –
Penso, ao invés, que Flusser queria dizer que, com a invenção das imagens técnicas, a escrita mudou fundamentalmente, que haviam se criado novos modos de expressão e que era preciso tentar pensar usando imagens em vez de palavras, fazendo filmes, por exemplo; que era preciso criar novos mundos utilizando o computador. Flusser tentou integrar, ao menos em parte, as novas mídias no seu modo de escrever. O livro Angenommen, supomos, que, infelizmente, ainda não foi traduzido ao português, embora alguns capítulos já existam em uma versão portuguesa, é concebido como uma série de cenários para pequenos filmes em vídeo. Na introdução, Flusser convida artistas de vídeo a entrar em contato com ele para uma possível colaboração. A primeira edição alemã do livro A escrita era acompanhada por um disquete para MS-DOS no qual o leitor podia anotar as suas impressões. O último livro que ele escreveu, mas que não chegou a concluir, era uma tentativa de integrar conscientemente a imagem no texto. Flusser fez isso acentuando o aspecto figurativo das palavras, tomando-as literalmente, retraduzindo, ou seja, as palavras nas imagens das quais haviam nascido. Dentro de certos limites, Flusser se deixou inspirar pelas novas mídias do seu tempo. Os últimos desenvolvimentos na técnica da comunicação certamente o estimulariam para tentar superar a crise da escrita.


IHU On-Line – De que maneira o filósofo, habitante de várias pátrias e de vários mundos linguísticos, aproveita esta condição e desenvolve uma forma única para escrever seus livros, formular suas teorias e lidar com questões filosóficas?

Rainer Guldin –
Flusser nasceu em Praga, mas viveu na Inglaterra, no Brasil, na Itália e na França. Um importante princípio da sua filosofia era a ideia de que era preciso multiplicar continuamente os pontos de vista, de modo a poder se aproximar da realidade: acumular pontos de vista, para criar no fim uma visão de conjunto. Essa ideia certamente é inspirada pela sua vida entre línguas, continentes e tradições culturais. Flusser fez a sua estreia com o tcheco e o alemão, acrescentando pouco a pouco o inglês, o português, o italiano e o francês. Tudo isso fez com que a sua filosofia seja uma filosofia da pluralidade, do encontro, do diálogo. Nesse diálogo, não existe uma voz que poderia falar por todas as outras. Cada voz pode se articular livremente.


IHU On-Line – Em A escrita: há futuro para a escrita?, Flusser afirmava: “em vez de textos que se dirigem ao leitor, prescrições para as máquinas e, em vez de obras, programas de computador”. Nesse sentido, qual a atualidade do pensamento de Flusser para os dias de hoje, com o surgimento e fortalecimento das mídias digitais? Como podemos “reler” Flusser nesse sentido?

Rainer Guldin –
Flusser morreu em 1991. Portanto, ele não conheceu a internet e tudo o que se seguiu. Porém, formulou o conceito de sociedade telemática perto do fim dos anos 1980. Isso implica uma existência dialógica com os outros. Nas sociedades telemáticas, os indivíduos não se inclinam mais ao mundo dos objetos, não são mais assujeitados à realidade das coisas, mas são nós de uma rede intersubjetiva. Flusser resumiu essa ideia na diferença entre sujeito e projeto. Estar online na sociedade telemática implica viver a realidade como projeto coletivo contínuo. Toda forma de saber, todo valor é emanação desse projeto coletivo, e por isso só pode ser um consenso temporário. A liberdade na sociedade telemática consiste, para o autor, na participação na elaboração sempre nova de consenso e na sua projetação.


Desafios do “existir online”

Flusser, porém, viu também alguns aspectos problemáticos do estar em rede, do existir online. Em um texto dos anos 1970, ele descreve o diálogo em rede como um modelo em que tudo é sacrificado pela circulação contínua de informações de todos os tipos. A fluidez é tudo. Aqui tudo é distribuído a todos, até mesmo informações muito problemáticas. O autor compara a rede dialógica com a boataria, as fofocas e a conversa fiada. Muitas vezes, falta na rede um princípio seletivo. Isso levou, na internet, à criação de sites de extrema direita e a uma preponderância de textos que negam o Holocausto – até porque essas opiniões não passariam pelo filtro das editoras. A rede, porém, também é fundamentalmente democrática, no sentido da grass roots democracy [democracia de base]. Ela absorve todas as informações indiscriminadamente. Esse é um comentário muito interessante se pensarmos na internet e nos celulares, no Twitter, no Facebook e na revolução árabe da primavera de 2011.


Bibliophagus convictus

Em uma das suas magníficas e irônicas ficções filosóficas, textos híbridos na fronteira entre ciência, arte e filosofia, Flusser descreve um inseto a meio caminho entre a abelha e a formiga, o Bibliophagus convictus. Esse animal se nutre apenas de textos escritos com tinta de impressão. No processo de mastigação, a saliva que contém uma enzima, a criticase, faz com que, a partir de uma reação química da enzima com a tinta de impressão, seja gerado um ácido, o informasis. O texto mastigado é transformado em uma bolinha que passa depois de inseto a inseto, cada um dos quais engole uma pequena porção. Assim, todos os Bibliophagi são “informados”. O problema são os textos pouco informativos, redundantes, os textos que reciclam informações sem criar nada de novo – e Flusser parece querer nos dizer que cada vez há mais destes últimos. Esses textos levam a formações cancerígenas no inseto individual antes e, depois, graças à facilidade com a qual as informações circulam em rede, infectam como um vírus a todo o ninho. A ironia é clara: a utopia da comunicação perfeita e total se torna um pesadelo totalitário. E esse é outro aspecto importante a não se esquecer.


Ambivalência com relação às mídias

Flusser sempre teve uma atitude muito ambivalente com relação às mídias. De um lado, ele acentuou a sua criatividade, a sua possibilidade de inventar novos mundos e novos modos de interagir. De outro, porém, sempre alertou para os perigos inerentes à criação e à utilização de novas mídias. Essa ambivalência, principalmente o aspecto crítico, se perdeu um pouco nos últimos 15 anos. Hoje, fala-se muito dos sucessos e das possibilidades quase ilimitadas dos computadores, dos celulares, dos smartphones, dos iPods, e muito pouco dos perigos inerentes a tudo isso. Não só da circulação de informações imprecisas e muitas vezes mentirosas, mas também das possibilidades cada vez mais refinadas de um controle social contínuo e total: o Google parece conhecer as nossas necessidades melhor do que nós, e os nossos movimentos são registrados fielmente pela utilização do celular e do nosso cartão de crédito. Ler Flusser também significa, portanto, tomar consciência desses outros aspectos mais problemáticos, mas sem abraçar uma visão puramente pessimista.


IHU On-Line – Qual a novidade da relação estabelecida por Flusser entre o nosso “ser off-line” e o “existir online”?

Rainer Guldin –
Com a invenção das imagens técnicas, como a fotografia, o filme e o vídeo, e de modo ainda mais radical com a possibilidade das imagens digitais que permitem a produção de imagens que já não representam mais a realidade, a escrita perde importância notavelmente. Em seu livro A escrita, Flusser se pergunta se e como a escrita poderá sobreviver a todas essas mudanças. A frase que você citou é um comentário sobre a mudança radical da escrita que não é mais vista como o meio [medium] principal para articular o pensamento, mas como um código que é devorado pelo novo código das imagens técnicas, que serve para a criação de programas que, por sua vez, produzirão realidades novas. A escrita deixou de ter o predomínio sobre o mundo das imagens e passou ao serviço destas. Com isso muda também o conceito de artista, de obra e de criatividade. As obras não são mais o produto de um autor singular que cria novas realidades a partir do nada, que articula a sua interioridade subjetiva. As novas mídias, sobretudo o computador, nos ensinam que criar é recombinar informações já existentes e que isso sempre ocorre dentro de um diálogo coletivo. Em vez de um autor individual que escreve textos que representam a realidade, na sociedade telemática qualquer um é um nó ativo em uma rede intersubjetiva. Essa é uma mudança radical: no diálogo coletivo, cria-se um possível consenso intersubjetivo e obras coletivas que sugerem novos modos de existir, realidades impossíveis, como o mundo do Vampyroteuthis infernalis.


IHU On-Line – Gostaria de acrescentar algum aspecto não questionado?

Rainer Guldin –
Sim. Penso que Flusser permaneceu atual por uma série de motivos. Não só pelo seu interesse pelas novas mídias, mas também pelos diferentes estilos que ele praticou na sua vida. O prefixo inter resume, a meu ver, muito bem essa atitude básica: abolir fronteiras, pôr em contato, comparar, contaminar, sobrepor, combinar, unir, misturar, con/fundir. A obra de Flusser nasceu entre línguas diferentes, é fundamentalmente interdisciplinar, a meio caminho entre a filosofia e a literatura; ela combina os discursos mais diferentes, sem nenhum respeito pelas fronteiras que as separam normalmente.


Antiacadêmico

A filosofia de Flusser não é só profundamente antiacadêmica, mas também indisciplinada, no sentido de ser insubordinada e recalcitrante, mas também no sentido de que não é nada fácil classificá-la, pois se recusa a ser classificada. Essa é uma das razões pelas quais, nas livrarias europeias, era preciso buscar os livros de Flusser sempre em diversos setores, na filosofia, na ensaística, na teoria das mídias, na fotografia e no design. Esse erro, compreensível, além do mais, não acontece no Brasil, graças também ao trabalho da editora Annablume de São Paulo, que publicou nos últimos anos quase toda a obra de Flusser, mas sempre de um ponto de vista unitário. E esse é um aspecto, talvez o mais fascinante da sua obra: a enorme riqueza de temas, pontos de vista, muitas vezes contraditórios, e ao mesmo tempo a surpreendente unidade básica da sua obra.

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