Edição 381 | 21 Novembro 2011

Editorial

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Redação

Publicados integralmente e pela primeira vez em português, os Manuscritos Econômicos de 1857-1858 que compõem a importante obra de Karl Marx, os Grundrisse, são o tema de capa da IHU On-Line desta semana.

Contribuem no debate sobre a atualidade e a pertinência deste clássico, tão tardiamente traduzido para o português, estudiosos da obra e do pensamento marxianos.
Emir Sader, professor aposentado da USP, defende que o marxismo tem articulado, em sua visão, a proposta de transformação do mundo. “Ele perde a sua essência ao se transformar em um exercício acadêmico, crítico, especializado, desvinculado da prática política”, explica.
Mario Duayer, supervisor da tradução dos Grundrisse para o português e professor titular da Universidade Federal Fluminense, propõe que estes textos, do ponto de vista didático, são a primeira tentativa de Marx de sistematizar o que ele chama de crítica da economia política.
Para Ricardo Antunes, professor na Universidade Estadual de Campinas, os Grundrisse contribuem para se entender as relações entre ciência, tecnologia e trabalho, de tal modo que a ciência e a técnica não eliminam o trabalho na geração do valor do capitalismo.
Enquanto isso, Anselm Jappe, filósofo e ensaísta alemão, faz um retorno a Karl Marx, confrontando os Grundrisse com O Capital. E afirma: “o capitalismo absolutamente não corresponde a uma ‘natureza humana’ e constitui, antes, uma violenta ruptura com as formas de sociabilidade que têm reinado por muitíssimo tempo no mundo inteiro”.
Na visão de Antonio Delfim Netto, economista, o que o marxismo tinha de bom, de mais importante, é parte integrante da cultura universal, da mesma forma que Hegel, Kant e Einstein foram absorvidos.
O debate conta também com a contribuição de Jorge Paiva, membro do Grupo Crítica Radical, de Fortaleza-CE, que menciona os Grundrisse como um acerto de contas entre teoria e prática.

Andres Kalikoske e Naiá Giúdice são, respectivamente, doutorando em Ciências da Comunicação e especialista em Televisão e Convergência Digital pela Unisinos e colaboram, na presente edição, com o artigo Televisão interativa e internet: desafios para a convergência digital. Ambos participam do grupo de pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade – Cepos, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, que realiza, entre os dias 1º e 2 de dezembro de 2011, seu sexto seminário de pesquisa. A intensa programação pode ser conferida nesta edição.

Na recente viagem de Bento XVI à Alemanha repercutiu intensamente o discurso feito no Parlamento alemão, em Berlim, no dia 22-09-2011. A convite da IHU On-Line, dois juristas analisam o discurso. Vicente de Paulo Barreto debate os “edifícios sem janelas”, apontados pelo sumo pontífice. Eros Grau constata que o Estado moderno continua determinado por certos particularismos e ainda não é o Estado hegeliano.

Uma entrevista com Lucia Santaella, professora titular no programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, completa esta edição.

O professor de ciências contábeis, Ernani Ott, recorda sua trajetória de vida e pela Unisinos.

A todas e todos uma ótima leitura e uma excelente semana!

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