Edição 233 | 27 Agosto 2007

Impasses e contradições da educação universitária

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IHU Online

Na entrevista a seguir, o Prof. Dr. Laurício Neumann, docente na Unisinos e colaborador do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, como coordenador das publicações Cadernos IHU Idéias e Cadernos IHU em Formação, constata que “a maioria dos alunos, de diferentes cursos, relaciona as disciplinas de formação humanística com conhecimentos de formação de valores ou resgate de valores fundamentais. Outros alunos percebem tais disciplinas como uma estrutura ideológica que reproduz as idéias e os valores dominantes da sociedade, com o objetivo de moldar a consciência das pessoas. Também há estudantes que criticam a inserção da Unisinos na economia de mercado, a mercantilização da educação”. A discussão acontece no IHU Idéias desta semana, em 30-08-2007.

Neumann é licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora da Imaculada Conceição (FAFIMC), em Viamão, mestre em Educação, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e doutor em Educação, pela Unisinos, com a tese Sobre sentido das disciplinas de formação humanística e social de orientação cristã da Unisinos, conforme percepção de alunos e professores, defendida em 2007. Há 30 anos, é professor de disciplinas de formação humanística e social de orientação cristã na Unisinos, entre elas Fundamentos Antropológicos, Humanismo e Tecnologia, Deontologia, Ética Geral, Bioética e Pensamento Social Cristão. É autor dos seguintes livros Realidade brasileira, visão humanizadora (7. ed. Petrópolis : Vozes, 1985); Constituinte: vez e voz do povo? (6. ed. Porto Alegre: Evangraf, 1986); e Educação e comunicação alternativa (3. ed. Petrópolis: Vozes, 1990).
Entrevista com Laurício Neumann

IHU On-Line – Somando sua experiência como docente da Unisinos aos resultados da sua pesquisa de doutorado, que conclusões você apresenta sobre o sentido dessas disciplinas?
Laurício Neumann –
Gostaria de dizer que os resultados da pesquisa enriqueceram minha experiência como professor das disciplinas de formação humanística, com uma base mais científica, permitindo compreender as falas de alunos e professores, como também as disciplinas de formação humanística em si e a proposta de formação humana integral da Companhia de Jesus num contexto maior, isto é, dentro e fora da sala de aula e da Unisinos. Neste contexto, a pesquisa permitiu compreender também os limites, as possibilidades e as contradições da formação humanística na Unisinos e fora dela. Antes de mostrar os resultados da pesquisa e fazer uma avaliação dos mesmos, gostaria de explicar como cheguei a estes resultados. Uma vez definido o foco da questão de pesquisa, optamos pelo método qualitativo de pesquisa, por entendermos que ele possibilitaria uma compreensão do fenômeno em maior profundidade.

A partir de então, não mais priorizei a quantidade de depoimentos, mas a sua qualidade. Desse modo, optei pelo exame de um número menor de depoimentos, porém mais significativos, para nos ajudar a compreender o objeto de estudo, permitindo reflexões que apontaram caminhos na tentativa de responder à questão de pesquisa: “Qual é o sentido das disciplinas de formação humanística e social de orientação cristã da Unisinos para essa formação, na percepção de alunos e professores da Universidade, e quais ao os saberes que eles consideram importantes para as disciplinas atingirem os seus objetivos?”.

Para responder à questão da pesquisa, defini como objetivo geral investigar como alunos e professores percebem essas disciplinas, abrangendo o período de 2000 a 2005, fazendo algumas reflexões, a fim de contribuir para uma discussão a respeito delas na Universidade. Como procedimentos metodológicos, analisei depoimentos de alunos de todas as turmas, que foram colhidos no início e no fim de cada semestre letivo, abrangendo o período de março de 2000 a novembro de 2005. Utilizei também, como fonte de informações, os diários de campo, isto é, registros de conversas informais e de manifestações espontâneas de alunos (em sala de aula e fora dela), sobre como eles percebem as disciplinas de formação humanística e sobre fatos e situações relacionados com a formação humanística e sua prática na Unisinos, no período de março de 2000 a novembro de 2005. Realizei também entrevistas abertas com alunos e professores das seis unidades acadêmicas. Nas entrevistas com os alunos, sempre tive o cuidado para que eles já tivessem feito três disciplinas de formação humanística do seu curso, uma de cada um dos três eixos temáticos: formação antropológica, América Latina e ética.

IHU On-Line – Qual é a importância dessas disciplinas para a formação do aluno, na percepção de alunos e professores, num momento em que a sociedade se encontra carente de ética e valores morais?
Laurício Neumann –
Destaco, inicialmente, a importância dessas disciplinas na percepção de alunos, depois na percepção de professores. A maioria dos alunos, de diferentes cursos e períodos, identifica e relaciona as disciplinas de formação humanística com conhecimentos de formação de valores ou resgate de valores fundamentais, necessários, segundo eles, para o crescimento interior da pessoa, para o seu relacionamento, a orientação profissional, o respeito à vida, à integridade do Planeta e à compreensão dos avanços tecnológicos e científicos. Em contrapartida, há um outro grupo de alunos que percebe as disciplinas de formação humanística como uma estrutura ideológica que reproduz as idéias e os valores dominantes da sociedade, com o objetivo de moldar a consciência das pessoas para que aceitem a realidade da desigualdade como algo natural e se ajustem à realidade social, sem oferecer resistência. Ao lado desses dois grupos, há alunos de todas as unidades acadêmicas que fazem críticas bastante duras à inserção da Unisinos na economia de mercado, à mercantilização da educação, à sua estrutura organizacional, à gestão, à crise financeira, à terceirização de serviços, ao descuido com a formação humana, como também ao clima tenso em virtude da demissão de professores e funcionários.

Destaco também a relação que os alunos fazem entre a Unisinos, o mercado de trabalho e as disciplinas de formação humanística. Numa ponta, as falas referem-se ao compromisso da Unisinos com a educação integral do aluno como profissional, como cidadão e como pessoa humana inserida na comunidade. Na outra ponta, as considerações referem-se à saturação do mercado de trabalho, às exigências do mercado e ao comportamento nem sempre ético dos donos do mercado. Alunos de todas as unidades acadêmicas apontam para a necessidade de repensar a linha dos eixos temáticos das disciplinas de formação humanística e a postura dos professores em relação à turma e em relação às temáticas em discussão.

Um grupo bastante representativo de alunos percebe as disciplinas de formação humanística como uma extensão da formação de valores da família, que define a base do perfil de valores que a criança incorpora desde cedo. A escola e a universidade, segundo os depoimentos, reforçam, atualizam e aprofundam a formação de valores recebida da família.

A importância das disciplinas de formação humanística, na percepção de professores

Os professores, como primeira unidade de significado, destacaram também a formação de valores, os princípios cristãos e sociais como elementos constitutivos da formação integral, proposta e defendida como tradição na educação da Companhia de Jesus. Percebem também as disciplinas de formação humanística como uma oportunidade de reflexão, de construção da dialética entre os valores propostos por estas disciplinas e os valores praticados no mercado de trabalho e defendidos pela sociedade capitalista global e neoliberal.

Como contraponto, registro a preocupação de professores com o desinteresse dos alunos, principalmente em determinados cursos, pelas disciplinas de formação humanística. Este desinteresse, segundo os depoimentos, é atribuído a fatores internos da Unisinos e a linha de discussão feita pelos professores nestas disciplinas. Há professores que percebem as disciplinas de formação humanística como parte de uma crise maior, identificada por eles como uma crise de identidade da própria Universidade, comprometendo sua histórica opção pela formação integral e pelo discurso humanista.

Há, também, professores que reconhecem como equivocadas as soluções encaminhadas pela Universidade, buscando soluções fora dela, quando poderia ter aproveitado o potencial humano das diferentes áreas de conhecimento existentes dentro dela, a fim de resolver o problema da crise, sob o ponto de vista da gestão, da qualidade de ensino e da formação humana.

Além disso, afirmam os professores, a Unisinos podia ter aproveitado o momento de crise para retomar a política participativa de administração, como nos bons tempos da década de 1980, em que os professores elegiam diretores, pró-reitores e chefes de departamento, como também para implantar um laboratório de experiências de pequenas cooperativas de serviço, trabalho, consumo e gestão, servindo de exemplo de formação humana para toda a comunidade universitária, ao invés de optar por terceirizar os serviços.

Justifico que os resultados das falas aqui apresentados foram considerados relevantes, porque aparecem com freqüência e ênfase nos depoimentos e entrevistas de alunos e professores de todas as unidades acadêmicas da Unisinos. Esclareço também que esses pontos, sob forma de sugestões, propostas, críticas, denúncias e questionamentos, aparecem com mais freqüência nos anos de 2004 e 2005. Isso significa, na minha compreensão, que eles refletem o contexto e a dimensão da crise interna pela qual passa a Unisinos e as conseqüências dela sobre a credibilidade da proposta de formação integral, sobre a proposta e os objetivos das disciplinas de formação humanística e sobre as ações de formação humanística, além das disciplinas de formação humanística e social de orientação cristã, que os alunos e professores percebem com preocupação, dentro e fora da sala de aula.

IHU On-Line – Que outras iniciativas de formação humana alunos e professores destacaram como relevantes na Unisinos, além das disciplinas de formação humanística?
Laurício Neumann –
Como iniciativas ou ações de formação humanística na Unisinos, além das disciplinas de formação humanística, tanto os alunos quanto os professores destacam os eventos, de caráter nacional e internacional, realizados em parceria pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, PPGs e coordenadores de curso, que colocam em debate temas diversificados, cujo conteúdo poderia ser incorporado às disciplinas de formação humanística.

Há também referências a iniciativas e ações significativas de formação humana que, segundo os depoimentos de alunos, a Unisinos perdeu, como, por exemplo, a preocupação com o aluno como pessoa, o ambiente familiar, o relacionamento entre professores, funcionários e alunos, a promoção de mudanças solidárias, a seriedade de ensino e a competência profissional.

Há depoimentos, principalmente de alunos, que remetem, mais uma vez, para a contradição interna da Unisinos. Esta contradição diz respeito à inserção da Universidade na economia de mercado como empresa educacional que, segundo os esclarecimentos dos alunos, contraria o discurso da formação humana.

IHU On-Line – A partir do momento em que uma instituição se insere na economia de mercado e mercantiliza a educação, ela esquece e descuida da formação humana ou não, já que seus alunos passam a ser vistos, primeiramente como clientes e depois como estudantes?
Laurício Neumann –
Para interpretar e analisar os resultados da pesquisa e visualizar as disciplinas de formação humanística na Universidade e essa no mundo contemporâneo, busquei idéias norteadoras em autores, como Jürgen Habermas , Ernani Maria Fiori  e Paulo Freire .

Fiori define e caracteriza a universidade como encontro vivo e dialético de gerações, antigas e novas, com o objetivo de integrar e superar o passado e o presente, para projetar o futuro com novas formas de cultura e de civilização (1991, p. 22-3 ). Sem este convívio, encontro ou diálogo, podemos ter excelentes escolas profissionais ou técnicas, mas não universidade, reforça Fiori.
A partir dessa visão comunitária e democrática de universidade, é perfeitamente compreensível para Fiori que tanto o professor quanto o aluno participem, ativa e representativamente, do governo da Universidade para ajudar a definir sua política cultural, sob pena de a universidade deixar de ser convívio e, conseqüentemente, deixar de ser universidade. Este governo, ao atingir a estrutura da universidade, atinge também as relações sociais da sociedade e vice-versa. A democratização cultural fará acontecer a democratização de todos os setores da vida social e vice-versa.

Fiori denuncia que a universidade como instituição tenta sufocar e tornar estática a idéia de universidade, que em si é dinâmica, por isso trai suas origens e afasta-se do povo (1991, p.48 ).
Esta realidade da universidade que se afasta do povo, ou que trai suas origens, também é denunciada por Habermas, quando afirma que a racionalidade instrumental técnica e científica migra, no capitalismo moderno, do mundo do trabalho para outros espaços da sociedade, onde penetra, contamina e transforma as instituições (1987, p. 45 ). Como conseqüência, o pensamento dominante da universidade que reproduz o pensamento dominante da sociedade, compromete a finalidade da universidade e o futuro da própria sociedade. Compromete também a autonomia da universidade em relação à sua finalidade e identidade, na medida em que se fecha sobre si mesma ou se abre unicamente para interesses de determinados segmentos da sociedade.

IHU On-Line – Como conciliar a formação humanística e social de orientação cristã em uma universidade/empresa?
Laurício Neumann –
Depoimentos, tanto de alunos quanto de professores, revelam a percepção de que a Unisinos absorveu e reproduz dentro dela a lógica da economia de mercado, que penetrou em espaços onde anteriormente prevaleciam processos interativos e participativos. Enquanto a Unisinos prepara os alunos segundo as exigências da sociedade, para serem competitivos no mercado, acaba reproduzindo o mesmo modelo de racionalidade, denunciado por Habermas, afastando-se de sua missão e da sua finalidade como universidade. Se não fizer assim, dizem os alunos, “vai fechar as portas, pois não vai ter como sobreviver”. Percebemos aí o impasse e as contradições tanto por parte do aluno quanto por parte da universidade, ante o contexto do mundo contemporâneo.

Apesar dessas percepções e contradições, os superiores provinciais jesuítas da América Latina na Carta sobre O neoliberalismo na América Latina buscam preservar seus princípios filosóficos e religiosos, denunciando a racionalidade econômica e a hegemonia do neoliberalismo. Reafirmam a sua missão evangelizadora de educação para valores cristãos, em oposição às ideologias que desumanizam e às lógicas do mercado e do consumismo. Afirmam também que o neoliberalismo subordina tudo ao mercado, inclusive a vida das pessoas e que o mercado, por sua vez, não aceita nenhuma regulamentação (1996, p. 19 ).

Esse é um dilema que leva muitos alunos a uma crise de sentido, quando precisam enfrentar o mercado de trabalho, pois a racionalidade econômica tem embutido um conceito de pessoa humana que se opõe ao ideal da formação humana integral, proposta e defendida pela Companhia de Jesus.
Por mais que os alunos desejem ser preparados para competir e conseguir uma oportunidade no mercado, pois fora dele a maioria não vê perspectivas, não significa que eles, como revelam os depoimentos, estejam concordando com a lógica e a racionalidade do mesmo, principalmente pela sua radicalidade em absolutizar tudo.

Numa perspectiva dialética, os depoimentos apresentam contradições, na medida em que os alunos querem a preparação para o mercado, mas não aceitam que a Unisinos, como empresa educacional, entre nesta lógica. Eles têm consciência de que a opção da Unisinos pelo mercado compromete o conceito e a finalidade de ser universidade e, principalmente, compromete o seu ideal de formação humana integral e a justiça social, como também reduz os espaços de interação social.   

Considerando as circunstâncias atuais de impasse, crise e contradição em que se encontra a universidade diante da racionalidade econômica neoliberal, os provinciais jesuítas da América Latina propõem uma nova racionalidade que consiste na educação de “uma ética que respeite a dignidade de cada um e torne possível a liberdade, a convivência democrática e pacífica e o respeito aos direitos humanos” (2005, p. 14 ).

Como educadores formadores de uma universidade que coloca a formação integral com destaque e ênfase na Missão e no Credo da educação, nos cabe identificar como os espaços de gestão, ensino, pesquisa e extensão são influenciados pela racionalidade instrumental técnica e científica e como os conflitos e as crises de “identidade” ou “sistema” se manifestam na universidade e na sociedade. Somos também desafiados a abrir espaços de ação comunicativa para a formação de sujeitos críticos, participativos e com uma boa base de formação de valores que orientem a interação social dos alunos como sujeitos responsáveis na família, na comunidade, na universidade e outras instituições da esfera social.

Habermas deposita, na “ética comunicativa”, a possibilidade de superar o problema moderno da identidade, pois ela “exige não somente que as normas sejam universais, mas também que se chegue pela discussão a um consenso sobre o caráter universalizável dos interesses fixados de maneira normativa” (apud CABRAL, 1996, p. 483 ). Trata-se de dupla exigência, que equivale a um duplo conflito, pois, de um lado, encontramos os problemas de legitimação e motivação dos quais dependem a integração social e a identidade coletiva, de outro, encontramos os problemas de regulação, dos quais depende a integração do sistema. Disso concluímos que estamos diante de duas ordens de problemas que reclamam soluções incompatíveis, observa Habermas (apud CABRAL, 1996, p. 484 ).

Historicamente, os documentos da Companhia de Jesus, em diversas passagens, afirmaram e reafirmaram a “formação integral” dos alunos, como uma educação mais alicerçada em valores humanos e cristãos, junto com os conhecimentos propedêuticos e técnico-científicos, visando à formação da pessoa humana, sem discriminação, junto com a qualificação e a capacitação do profissional, inserido e comprometido com a comunidade (Companhia de Jesus, 1991, n. 35, 51, 79, 107, 133 ).

A Unisinos, uma das 200 instituições da Companhia de Jesus e uma das 27 da América Latina, também está convidada a descobrir novas perspectivas e novos campos de pesquisa, ensino e serviços de extensão universitária, de acordo com seu caráter próprio de universidade, para servir a fé, promover a justiça e ajudar a transformar a sociedade, pois este é o diferencial de uma universidade jesuítica.

Este é o ideal histórico, permanentemente atualizado e contextualizado, que os jesuítas objetivam alcançar pela educação nas suas escolas e universidades. Isso, porém, não significa que o ideal seja alcançado ou permanentemente realizado, por mais que seja desejável, como constatamos pelas percepções de alunos e professores. Para que nos aproximemos desse ideal, precisamos partir do real, isto é, considerar os limites e as possibilidades que cada novo momento histórico impõe e propõe, política, econômica e socialmente, em âmbito tanto local quanto global.

Na nossa prática, como educadores universitários, considerando os limites e as possibilidades entre o real, o possível e o desejável, inspiramo-nos em Freire, que nos propõe um questionamento pedagógico, existencial e ideológico muito sério: “A serviço de quem nós estamos? A serviço de que nós estamos?  [...] O que é que eu quero? Qual é o meu sonho?” (1984, p. 29 ). Se o que nos move é o ideal da liberdade, da dignidade humana, da justiça, da solidariedade, da igualdade, da criatividade, da transformação, do risco, do desafio etc., então não podemos escolher uma educação que anula os sujeitos. Freire propôs a pedagogia do oprimido como possibilidade, assim como Habermas propôs a ação comunicativa também como possibilidade, por acreditar que ela seria capaz de resgatar a intersubjetividade, pelo diálogo, pela generosidade autêntica, humanista e não-humanitária, do exército de oprimidos que hoje constitui a sociedade, fruto da histórica violência opressora.

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