Edição 544 | 04 Novembro 2019

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

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Os avanços científicos e tecnológicos têm atravessado os mais variados aspectos da vida. Diante dessa constatação, a sociedade não tem mais como recusar, dar às costas aos saltos que a tecnologia tem dado na chamada Revolução 4.0.

Seus possíveis impactos nas ciências, especialmente biológicas, e na educação, são o tema em debate nesta edição da revista IHU On-Line.

Carlos Augusto Grabois Gadelha, doutor em Economia pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, destaca que na Revolução 4.0 abrem-se inúmeras possibilidades para o desenvolvimento de tratamentos e cuidado das pessoas. Entretanto, alerta para o risco de todos esses avanços serem acessíveis apenas a um pequeno grupo, aumentando as desigualdades.

Roseli Aparecida Figaro Paulino, professora, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo, observa como o campo da comunicação tem se transformado pela incidência das revoluções tecnológicas. Para ela, tais transformações acabam impactando também a formação e a educação de novas gerações e, consequentemente, o mundo do trabalho.

Daniel Viana Abs da Cruz, mestre e doutor em Psicologia, chama atenção de como a Revolução 4.0 tem também mudado as relações sociais, com efeitos muito sérios na saúde psíquica dos trabalhadores.

Paulo César Castro, professor Associado da Escola de Comunicação da UFRJ, debate as potencialidades tecnológicas da Revolução 4.0, mas vai além: propõe uma formação cidadã nos usos dessas tecnologias. Segundo ele, só com essa formação se é capaz de devolver aos humanos a consciência sobre suas ações no mundo digital.

Roberto Rafael Dias da Silva, doutor em Educação, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisinos, vai para a realidade de sala de aula e faz um alerta: em nome da integração com a Revolução 4.0, os currículos das escolas têm dado muito mais ênfase às performances, fazendo com que a sala não se constitua mais como um local de pensamento.

Gaudêncio Frigotto, doutor em Educação: História, Política, Sociedade, professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, alerta para o risco de como o avanço tecnológico pode acabar servindo aos interesses de um grupo bem pequeno que, além de explorar forças produtivas, dificulta o acesso à formação e ao trabalho para os mais pobres.

Gabriela Ribeiro dos Santos, bióloga, gestora Técnica de Inovação do Centro de Inovação Tecnológica do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, também acredita que não se pode frear os avanços da Revolução 4.0 e da biotecnologia. Para ela, o caminho é discutir o emprego dessas tecnologias de forma ampla e responsável.

A edição ainda conta com o texto de João Ladeira, em que analisa o filme Em Guerra, de Stéphane Brizé.

A todas e a todos uma boa leitura e uma excelente semana!

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