Edição 481 | 21 Março 2016

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Redação

A IHU On-Line apresenta seis notícias publicadas no sítio do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, entre os dias 14-03-2016 e 18-03-2016, relacionadas a assuntos que tiveram repercussão ao longo da semana

Moro constrói caminho contra Estado de Direito, dizem juristas na USP

Juristas e representantes da esquerda criticaram na última quinta-feira, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, em São Paulo, a condução das investigações da Operação Lava Jato, o juiz Sergio Moro e o que afirmam ser a "pavimentação de um caminho para o fim do Estado democrático de Direito" no Brasil. Centenas de pessoas lotaram o Salão Nobre da faculdade, onde em alguns momentos gritavam "Moro na cadeia". A mídia também foi um dos principais alvos do ato chamado "Manifesto pela Legalidade e pela Democracia", que criticou a "espetacularização do processo penal promovida pelos meios de comunicação".

A reportagem foi publicada pelo portal Uol, em 18-03-2016.

O professor de direito penal da Universidade de São Paulo Sérgio Salomão Schecaira afirmou que Moro deveria "ser preso" pela quebra do sigilo telefônico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que o juiz federal faz "uso seletivo", na mídia, das informações da Lava Jato para reforçar "um golpe que está em curso".

 

O que está em jogo?

Chegamos ao momento mais grave da crise política do país. Após Dilma chamar Lula ao ministério, Moro mandou vazar uma conversa grampeada entre os dois. Com chamado midiático, o clima nas ruas é de convulsão.

A reportagem é de Guilherme Boulos, publicada por Folha de S. Paulo, em 17-03-2016.

Moro apostou alto. Ao grampear um telefonema envolvendo a presidente da República e divulgar o áudio no momento politicamente mais conveniente para os que querem derrubá-la, o juiz ultrapassou a linha vermelha. Tirou definitivamente a toga e assumiu sua condição de militante político. Foi para o "vai ou racha". Era o sinal que faltava. Sua decisão levou alguns milhares às ruas, exigindo a renúncia da presidente. Foram registrados conflitos em várias cidades. Um ciclista foi agredido na avenida Paulista por ter "cara de petista" e bicicleta vermelha. Uma mulher levou um soco na mesma avenida por recusar-se a gritar pela prisão de Lula. Episódios de intolerância como esses espalham-se pelo país. 

 

A reviravolta representada pela nomeação de Lula

Em sua coluna da Folha de São Paulo, Janio de Freitas comenta sobre a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil, afirmando que o poder que terá muda muita coisa e que empresários, políticos e jornalistas oposicionistas passaram da euforia por se consideraram já "virtuais donos do poder" para um misto de surpresa raivosa e "aturdimento com seu próprio futuro". Para ele, com Lula como ministro regente, pode ser que comece o que, em tese, é o segundo mandato de Dilma.

O comentário é de Luís Nassif, jornalista, publicado no Jornal GGN, 17-03-2016, ao reproduzir o artigo de Janio de Freitas, sob o título “A reviravolta”, no jornal Folha de São Paulo, em 17-03-2016.

Janio diz que era previsível que a Lava Jato adotasse, em resposta à transferência do foro para o Supremo Tribunal Federal, mais vazamentos e "atos que acelerem o assédio" ao ex-presidente. 

 

O Brasil debate: o que há de errado nesta fotografia?

A fotografia de um casal branco com uma empregada negra a caminho dos protestos de domingo contra o governo divide as opiniões no Brasil. Resquícios da escravatura ou o racismo está nos olhos de quem vê? 

A reportagem é de Kathleen Gomes, publicada por Público, em 15-03-2016.

No dia em que mais de um milhão de brasileiros saíram às ruas para protestar contra o governo de Dilma Rousseff e o seu partido de matriz proletária, muitos foram em família. Mas nenhuma família deu tanto que falar quanto Claudio Pracownik e Carolina Maia Pracownik.  Nos últimos dois dias, a fotografia do casal foi partilhada e comentada milhares de vezes nas redes sociais brasileiras. O casal, vestido com a camiseta verde e amarela da seleção brasileira – a vestimenta da maioria dos manifestantes, que, entre outras coisas, reivindicaram “um outro Brasil” – levava o seu pequeno caniche pela trela e as suas duas filhas bebês num carrinho, um pouco atrás, empurrado pela “babá” negra de uniforme branco.

 

Zika: Serviços adequados de água e saneamento são a melhor resposta, afirmam especialistas da ONU

Há um forte vínculo entre sistemas de saneamento deficientes e o surto atual do vírus zika, bem como a dengue, a febre amarela e o chikungunya, sendo todos eles transmitidos por mosquitos”, afirmou o relator especial sobre água e saneamento, que divulgou comunicado sobre o tema com três outros especialistas independentes. Grupo alertou que 100 milhões de pessoas na América Latina não têm acesso a saneamento básico e outras 70 milhões a água encanada.

A reportagem foi publicada por ONU Brasil, em 15-03-2016.

“Enquanto o mundo procura soluções de alta tecnologia para combater o vírus zika, não devemos esquecer o péssimo estado do acesso à água e ao esgotamento sanitário para as populações desfavorecidas”, afirmou o relator especial das Nações Unidas para o direito humano à água e ao saneamento, Léo Heller. No dia 11-03-2016, Heller e outros três especialistas independentes da ONU divulgaram um comunicado alertando para o tema.

 

Alckmin e Aécio são hostilizados e não discursam na Paulista

O governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves, ambos do PSDB, foram hostilizados ao passarem pela avenida Paulista acompanhados de deputados e senadores da oposição neste domingo, 13.

A reportagem é de Valmar Hupsel Filho e Pedro Venceslau e publicada pelo portal do jornal O Estado de S.Paulo, em 13-03-2016.

Manifestantes gritaram palavras de ordem contra os dois por causa do caso de desvio de dinheiro em contratos de fornecimento de merenda escolar em São Paulo e das citações ao senador mineiro em delações da Operação Lava Jato. Foram ouvidos gritos de "Fora", "ladrão", "oportunista" e "o próximo é você" durante a passagem dos dois pela Paulista e a ruas transversais. Também foram ouvidos aplausos aos dois no percurso. Alckmin e Aécio se encontaram com lideranças da oposição na Câmara e Senado na rua ao lado do Masp. Entraram em comboio na avenida, seguindo direto para o cercado armado pelo grupo Movimento Brasil Livre.

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