Edição 460 | 16 Dezembro 2014

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Redação

Entrevistas especiais feitas pela IHU On-Line no período de 08-12-2014 a 12-12-2014, disponíveis nas Entrevistas do Dia do sítio do IHU (www.ihu.unisinos.br).

A omissão silenciosa e o avanço da precarização trabalhista: as perspectivas do governo Dilma em 2015

Entrevista com Giovanni Alves, professor da Faculdade de Filosofia e Ciências do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp

Publicado em: 16-12-2014

As dificuldades do próximo governo Dilma estão diretamente relacionadas com o cenário internacional, que ainda se recupera das consequências da crise econômica de 2008. Diante da instabilidade externa, a meta do segundo mandato será “crescer o PIB”, já que o crescimento da economia é a condição necessária para dar continuidade à política de aumento progressivo do salário mínimo, à manutenção dos empregos e à ampliação das políticas sociais.

 

Relatório da Comissão da Verdade: “Inaugura-se um novo tempo de discussão e de debate”

Entrevista com Jair Krischke, ativista dos direitos humano, fundador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul

Publicado em: 15-12-2014

 “O relatório da Comissão da Verdade ficou devendo alguma coisa à sociedade brasileira, pois não aprofundou alguns temas como deveria ter aprofundado”, comenta Jair Krischke. Na avaliação dele, a operação Condor, por exemplo, “deveria ter sido melhor avaliada. O relatório diz que não há elementos suficientes para provar a participação do Brasil na operação, mas eu posso falar solenemente desse assunto, porque prestei depoimento à Comissão da Verdade sobre isso. Documentei a questão, mostrando que quem criou a operação Condor foi o Brasil, sim”. 

 

COP-20: o desafio é a mudança sistêmica e não a climática

Entrevista com Luciano Frontelle, empreendedor social, faz parte do coletivo de jovens Clímax Brasil

Publicado em: 12-12-2014

Segundo Frontelle, “nesta semana saiu um texto rascunho tanto do conjunto das posições dos países para Lima, quanto um rascunho de negociação para Paris. Isso já dá um novo ar para as negociações e ajuda a entender que caminho os países estão tomando”. Entretanto, pontua, “ainda é preciso esperar mais um pouco para saber que aspectos do texto vão ficar e quais serão excluídos”. Informa, ainda, que as negociações tiveram poucos avanços, mas os países já chegaram ao consenso acerca de estabelecer 2050 como meta para neutralizar as emissões de gás carbônico, e ainda estão negociando metas de early action (ação antecipada), que devem ser postas em prática até 2020 e 2030.

 

Mineração na América Latina: um diagnóstico continental dos estragos ecológicos, econômicos e sociais

Entrevista com Alírio Caceres Aguirre, professor do Centro de Formación Teológica de la Pontificia Universidad Javeriana de Bogotá

Publicado em: 11-12-2014

“O problema ecológico não é só biológico, técnico ou político; é um assunto de cultura e, como tal, está inscrito em um paradigma de civilização. Este paradigma baseia-se na economia de materiais (extrair, transformar, comercializar, consumir, descartar)”. A reflexão é de Alírio Caceres Aguirre, ecoteólogo, que na semana passada participou do encontro internacional “Iglesias y Minería”, em Brasília, debatendo com pesquisadores da América Latina sobre o impacto da mineração no continente. Aguirre acompanha os conflitos e as implicações sociais e ambientais da extração de minério na América Latina, especialmente na Colômbia, onde reside, e lembra que a mineração é ancestral no continente.

 

COP-20: tensão de interesses marca a Conferência do Clima em Lima

Entrevista com Ricardo Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace Brasil e doutor em Planejamento Integrado de Recursos pela Poli-USP

Publicado em: 10-12-2014

“A principal tensão entre os 190 países que participam da COP-20 é chegar a um acordo acerca do ano em que as nações irão se comprometer com as metas de redução de CO²”, diz Ricardo Baitelo, que representa o Greenpeace na Conferência do Clima, em Lima, à IHU On-Line, por telefone. Segundo ele, a tensão para se chegar a um consenso para o cumprimento de metas demonstra que será difícil estabelecer um acordo para o próximo ano, em Paris. “Com isso dá para dizer que será bem difícil chegar a um consenso, porque, por um lado, só o Brasil e os Estados Unidos querem 2025 como o prazo limite, enquanto a Europa quer o prazo para 2030 e a China e a Índia querem um prazo maior ainda. Então este ponto deve ser negociado”.

 

Constrangido, governo deverá fazer cortes sociais no próximo ano

Entrevista com Guilherme Delgado, doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp

Publicado em: 09-12-2014

O significado político do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, passada a euforia da reeleição e diante das primeiras declarações feitas à imprensa e da escolha da equipe econômica, é diferente do significado político que teve imediatamente após as eleições. Essa tese é defendida pelo economista Guilherme Delgado, que assinou o Manifesto dos Economistas pelo Desenvolvimento e pela Inclusão Social. Em entrevista ao IHU On-Line, concedida por telefone, diz estar preocupado com as mudanças anunciadas para o próximo ano, a começar pelos ajustes a serem feitos nas políticas sociais. 

 

Marcelino Champagnat. Um bicentenário e o desafio de refontizar as raízes e buscar o profetismo inicial

Entrevista com Antônio Cechin, formado em Letras Clássicas e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Pós-graduado no Centro de Economia e Humanismo, de Paris, atuou na Sagrada Congregação dos Ritos.

Publicado em: 08-12-2014

Tendo em vista o bicentenário Marista a ser celebrado em 2017, “o grande e fundamental questionamento como congregação terá que ser: Evoluímos ou involuímos?”, pontua Antônio Cechin em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail. Segundo ele, considerando que o “objetivo central da congregação dos Irmãos Maristas é a Catequese e a Educação, deveríamos mesmo ‘ser referência no exercício da missão de evangelizar, por meio da educação’”. Lembra que, como Marcellin Champagnat, fundador do Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria e das Escolas Irmãos Maristas, “foi um homem de seu tempo, à altura do verdadeiro tsunami que provocou a Revolução Francesa”. 

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