Edição 448 | 28 Julho 2014

A fabricação de uma nova humanidade

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Márcia Junges e Luciano Gallas / Tradução: Claudia Sbardelotto

Ted Chu busca nos preceitos da evolução consciente a fundamentação do argumento de que a conquista do universo é o propósito final da humanidade, e que, para isso, ela deverá se utilizar da evolução tecnológica para construir um novo ser, mais avançado e adaptável do que o atual

“A visão cósmica de fazer todo o universo encher-se de vida e inteligência é realmente a nossa missão, nosso objetivo final de existência. Com esta visão cósmica como princípio orientador, devemos apontar o nosso desenvolvimento futuro de forma a realizar nosso potencial transumano, que pode incluir melhorar e reforçar nosso genoma, criando robôs inteligentes e conscientes, e fundindo os ‘benefícios’ humanos com hardware e software feitos por homens em ciborgues autônomos. Há muitas maneiras de empurrar o nosso desenvolvimento pós-humano, assim como a evolução natural ‘testou’ muitos tipos diferentes de corpos antes que espécies mais sofisticadas surgissem.” A afirmação é do economista Ted Chu, que nos últimos anos tem se dedicado à investigação filosófica sobre o papel da humanidade no cosmos.

Nesta entrevista, concedida por e-mail à IHU On-Line, Chu expõe suas ideias sobre o propósito humano no universo e enfatiza que, para cumprir esse propósito, “precisamos de novos seres inteligentes que são muito mais capazes e flexíveis do que o nosso corpo e mente humanos existentes hoje”. “Para cumprir esse propósito, temos que transcender a nós mesmos, porque somos um produto da evolução natural, adaptado ao ambiente terrestre, e não às condições extremas do cosmos. Precisamos nos desenvolver para além de nossas atuais capacidades naturais, físicas e mentais, para sermos capazes de nos espalhar pelo cosmos. Em outras palavras, cumprir o nosso propósito cósmico é perceber o nosso potencial transumano”, propõe ele.

Por transumano, Chu entende as melhorias possíveis de serem aplicadas sobre o organismo humano, de forma a lhe atribuir novas e desejadas potencialidades. Para ele, o transumano em questão é algo positivo, capaz de nos trazer uma liberdade definitiva, conceituada pelo entrevistado como a nossa libertação da escravidão genética. “O transumanismo não desvaloriza o ser humano. Ele mostra o potencial que um mundo pós-humano pode nos fornecer com um objetivo ainda mais nobre e mais gratificante do que a felicidade humana”, pondera Chu. Deste modo, poderíamos avançar de cidadãos nacionais para cidadãos globais, em nível planetário, e então para cidadãos cósmicos. “A possibilidade de que teremos algo melhor, muito melhor, do que os humanos atuais, está aumentando a cada dia, com o avanço da engenharia genética, da neurociência e da inteligência artificial e robótica. Nós não estamos lá ainda, mas a evolução consciente 2.0 estará diante de nós em breve”, alega.

Ted Chu é economista nascido e criado na China. Obteve doutorado em Economia pela Georgetown University, Estados Unidos, sendo atualmente professor de Economia na New York University, em Abu Dhabi. Foi economista-chefe da General Motors e da Abu Dhabi Investment Authority, um dos maiores fundos de investimento do mundo, além de ocupar cargos de macroeconomista no Banco Mundial e na Arthur D. Little, empresa de consultoria estadunidense com atuação global. Nos últimos 15 anos, vem investigando, sob a perspectiva filosófica, o espaço da humanidade no cosmos e as fronteiras do progresso evolutivo. Como parte desses esforços de estudos, fundou a organização sem fins lucrativos Instituto CoBe (Cosmic Being, ou Ser Cósmico), com sede em Michigan, EUA. É autor do livro Human Purpose and Transhuman Potential: a cosmic vision for our future revolution (Propósito Humano e o Potencial Transumano: uma visão cósmica para a nossa revolução futura. San Rafael: Origin Press, 2014).

Confira a entrevista.

 

IHU On-Line - Quais são as conexões entre o propósito humano e o potencial transumano?

Ted Chu - Quando olhamos para o universo dentro do qual nascemos, verificamos um vasto lugar escuro e frio, com alguns aglomerados de pontos quentes. Até agora, encontramos apenas um lugar onde vida e inteligência surgiram, e esse lugar é o nosso planeta Terra. Se a existência da humanidade tem um propósito para além de sua própria existência, isso está sujeito a debate. É algo que as pessoas muitas vezes não pensam, mas é de importância absoluta. Se olharmos de novo para o processo evolutivo do qual nascemos, a partir de organismos unicelulares de mais de 3 bilhões de anos até hoje, não se pode deixar de notar o enorme crescimento da vida, de uma existência mínima até grandes civilizações capazes de enviar naves espaciais para fora do sistema solar. Somos a única espécie na Terra que está ciente desse fato surpreendente, e se há algum propósito humano transcendental, é este: promover o crescimento, não só na Terra, mas em todo o universo.

Para cumprir esse propósito, temos que transcender a nós mesmos, porque somos um produto da evolução natural, adaptado ao ambiente terrestre, e não às condições extremas do cosmos. Precisamos nos desenvolver para além de nossas atuais capacidades naturais, físicas e mentais, para sermos capazes de nos espalhar pelo cosmos. Em outras palavras, cumprir o nosso propósito cósmico é perceber o nosso potencial transumano.

 

IHU On-Line - Em que sentido essa conexão pode nos oferecer uma visão cósmica de nossa evolução futura?

Ted Chu – Já enviamos seres humanos vivos para a lua (e esperemos que a Marte em poucas décadas). Por que não podemos continuar esse esforço, enviando as pessoas para o espaço sideral? A resposta envolve custo e capacidades. Para cumprir o nosso propósito cósmico, precisamos de novos seres inteligentes que são muito mais capazes e flexíveis do que o nosso corpo e mente humanos existentes hoje.

A visão cósmica de fazer todo o universo encher-se de vida e inteligência é realmente a nossa missão, nosso objetivo final de existência. Com esta visão cósmica como princípio orientador, devemos apontar o nosso desenvolvimento futuro de forma a realizar nosso potencial transumano, que pode incluir melhorar e reforçar nosso genoma, criando robôs inteligentes e conscientes e fundindo os “benefícios” humanos com hardware e software feitos por homens em ciborgues autônomos. Há muitas maneiras de empurrar o nosso desenvolvimento pós-humano, assim como a evolução natural "testou" muitos tipos diferentes de corpos antes que espécies mais sofisticadas surgissem.

 

IHU On-Line – As novas tecnologias oferecem ao ser humano poderes antes atribuídos somente aos deuses?

Ted Chu - Sempre imaginei que os deuses têm poderes e capacidades desejáveis, porém inatingíveis. Mas esses são alvos móveis. Para os povos tribais primitivos, a civilização moderna já possui poderes divinos: voar entre os continentes e se comunicar de forma instantânea entre quaisquer dois pontos do planeta. Agora pode-se dizer que somente os deuses têm o poder de aproveitar a energia de todo o sol, ou de toda a Via Láctea. Mas, uma vez que os seres superinteligentes surjam, eles precisarão de uma inacreditável energia a fim de se espalhar pelo cosmos, assim como precisamos de uma grande quantidade de combustível fóssil para operar a sociedade industrial, e eles vão encontrar maneiras de utilizar a maior parte da (se não toda) energia solar.

 

IHU On-Line – Mas, por outro lado, as crises ambiental, econômica e social nos mostram que precisamos nos tornar responsáveis pelas nossas ações. A partir desse cenário, qual é o espaço e a possibilidade da evolução consciente em nosso tempo?

Ted Chu - Nossas atuais crises energética, econômica e ambiental têm várias causas e clamam por várias soluções políticas e de negócios, mas, se há alguma coisa comum para todas estas crises, é isto: o ser humano como ele é agora, em grande parte, já esgotou seu potencial de crescimento e cada vez mais tornou-se um gargalo para o crescimento futuro e para a superação de vários problemas estruturais que enfrentamos, como o envelhecimento da população e a degradação ambiental.

Muitas pessoas discordam de mim em relação a esse ponto. Elas ressaltam o fato de que não há limite para a criatividade humana e afirmam que o crescimento futuro ainda é totalmente dependente de seres humanos, ao mesmo tempo que as máquinas inteligentes permanecem nossas servidoras. Eu acho que isso é aparente. O que não é aparente é o potencial transumano. Só quando soluções radicalmente novas surgirem é que as pessoas verão as limitações das velhas soluções. Antes da revolução industrial, a humanidade estava presa na chamada armadilha malthusiana , em que o crescimento exponencial da população estava limitado pelo crescimento linear da produção de alimentos, e o excesso da população foi contido por guerras, fome e doenças. Somente quando o potencial das tecnologias da era industrial foi desenvolvido é que as pessoas perceberam o limite da era agrícola.

Então, novamente, quando se compara o ritmo de desenvolvimento humano, nos últimos 10 mil anos, com o ritmo da evolução natural, reconhecemos o poder da consciência humana e a enorme diferença que fez para o mundo. Mas o desenvolvimento mais surpreendente ainda está por vir. Eu defino a evolução cultural, o que nós já passamos desde o surgimento do homo sapiens, 150 mil anos atrás, como a primeira fase de evolução consciente. É muito mais flexível e poderosa do que a evolução natural, mas tem uma restrição fixa, que é a natureza humana imutável. 

Essa limitação na evolução consciente 1.0 está se tornando mais evidente à medida que desenvolvemos máquinas e computadores cada vez mais sofisticados e poderosos, mas não será uma evidência automática até que seres humanos aprimorados ou robôs conscientes superinteligentes apareçam. Esse é o espaço da evolução consciente em nosso tempo. A possibilidade de que teremos algo melhor, muito melhor, do que os humanos atuais, está aumentando a cada dia, com o avanço da engenharia genética, da neurociência e da inteligência artificial e robótica. Nós não estamos lá ainda, mas a evolução consciente 2.0 estará diante de nós em breve.

 

IHU On-Line – Como é possível conciliar a evolução consciente com um sistema econômico capitalista globalizado que não observa os critérios da ética e da distribuição justa de riquezas?

Ted Chu - O objetivo de um capitalista numa economia de mercado é maximizar o retorno para o proprietário do capital. Como as atividades econômicas em um tal sistema podem beneficiar os não proprietários de capital? Algumas pessoas dizem que não precisamos nos preocupar com isso, pois é automático que, através do processo de implantação de capital, à medida que os trabalhadores são contratados e os impostos são pagos, ocorra a sustentação da sociedade em geral. Além disso, muitos capitalistas bem-sucedidos ficam mais do que felizes em gastar sua riqueza para ajudar os pobres por meio da filantropia.

Eu acredito que esse tipo de mecanismo automático, mais conhecido como a "mão invisível” de Adam Smith , funciona. Mas, para torná-lo "automático", deve haver um ambiente social adequado, com o conjunto certo de políticas, regulamentações e outras configurações institucionais/culturais para uma energia automotivada poder florescer e contribuir para o bem-estar de toda a humanidade. Sim, nós nascemos com instintos morais e, normalmente, consideramos repulsivos os comportamentos que prejudicam os outros intencionalmente. Mas as nossas motivações egoístas estão ainda mais enraizadas, e, a menos que existam regras claras que sejam aplicadas rigorosamente a fim de proteger os mais desfavorecidos, a vontade de maximizar os lucros pode levar mais a danos do que a benefícios públicos. Isso é especialmente verdadeiro para os chamados bens públicos, tais como o ar limpo, aqueles que qualquer um pode se beneficiar sem ter que pagar nada por isso.

Dada a condição humana, pois somos um animal social que nasce com ambos — os motivos egoístas e os sentimentos morais —, implementar o que acabo de definir é muito difícil na prática. Excesso de regras e regulamentações vão matar nossos "espíritos animais", a iniciativa para o trabalho criativo, mas a falta de regras ou de sua aplicação permitirá que alguns capitalistas obtenham um ganho injusto à custa dos outros. Assim, uma avaliação constante de compensações é necessária. Nenhum sistema social pode ser o ideal, mas um sistema capitalista regulado tem provado uma e outra vez ser melhor do que quaisquer outras possibilidades que já experimentamos ao longo da história.

Eu acredito que esse estado lamentável vai persistir enquanto nós permanecermos humanos. Mas, como apontado anteriormente, a evolução consciente estará se movendo para a próxima fase, em que a condição humana não será mais óbvia. O "agente econômico", com motivos altruístas mais fortes, pode se tornar possível, seja através da melhoria humana ou de robôs autoconscientes. Sob essa condição, as restrições sociais que esses agentes enfrentam podem não precisar ser tão rigorosas. O agente econômico e o ambiente social vão co-evoluir. O ritmo do desenvolvimento realmente vai aumentar, mas é claro que também os riscos.

 

IHU On-Line – O que é uma economia pós-humana e quais são suas implicações para compreendermos nosso impacto sobre a vida na Terra?

Ted Chu - Nossa civilização é atualmente composta de agentes homogêneos, conhecidos como seres humanos. Como mencionado anteriormente, a sociedade pós-humana será um florescer de novos seres inteligentes, sejam eles humanos aprimorados, robôs ou ciborgues. Tão variados como são as necessidades e desejos humanos, a diversificação das necessidades e desejos na sociedade pós-humana será incompreensível e terá um impacto sem precedentes sobre a economia mundial e o planeta. Por exemplo, quase todo mundo gosta de comer carne e viver em uma casa de frente para o mar em um clima quente. É por isso que, sem exceção, o consumo de carne aumenta à medida que ficamos mais ricos, e casas de frente para o mar são muito mais caras do que casas sem vista para o mar. É uma simples questão de oferta e procura.

Muitas pessoas desejam ter uma Terra que permaneça "em equilíbrio”. A criação de formas mais poderosas e sofisticadas de vida terá um impacto inacreditável sobre a oferta e a procura. Nem toda nova forma de vida inteligente terá um gosto, ou até mesmo uma necessidade de consumir carne. Na verdade, eu aposto que a maioria não, e assim será reduzida, se não eliminada, a necessidade da agropecuária, devolvendo-se as terras agrícolas à natureza. Será, então, que o "povo" do futuro viverá uma vida pobre? Absolutamente não. A expansão da capacidade produtiva lhes permitirá desfrutar de uma experiência de vida muito mais rica. Eles vão desfrutar de uma vista para o mar, se quiserem, mas uma vez livres dos constrangimentos genéticos humanos, eles também desenvolverão outras experiências agradáveis que não podemos sequer sonhar.

 

IHU On-Line – No contexto da evolução consciente, qual é a importância em ser retomado e vivenciado um pensamento sistêmico que reintegre os saberes, ao invés de mantê-los separados?

Ted Chu - Como eu indico no capítulo 4 do meu livro [Human Purpose and Transhuman Potential: a cosmic vision for our future], um dos mais profundos conhecimentos humanos sobre a natureza do mundo em que vivemos é a Unidade. O universo é um, a Terra é uma, e a humanidade é uma só. Uma vez que reconhecemos isso, não fará qualquer sentido separar o nosso conhecimento sobre a natureza e nossa civilização.

A conexão profunda e inseparável entre nós e o universo deve servir como uma compreensão fundamental para a promoção da evolução consciente: o nosso objetivo final não é a harmonia e a felicidade humana, mas ser um com o universo. Por meio de nossos esforços conscientes, podemos alcançar esse objetivo, permitindo que vida e inteligência se espalhem pelo cosmos e "abracem" a criação cósmica.

 

IHU On-Line – Qual é a importância do conceito de fronteira para compreendermos devidamente a relação entre evolução cósmica e pós-humanismo?

Ted Chu - A fronteira é uma linha ou uma borda que separa duas entidades. Geograficamente, todos nós vivemos dentro de uma fronteira nacional, mas muitos de nós nos consideramos cidadãos do mundo sem a fronteira nacional para limitar nosso alcance, pelo menos em nossa mente. Em uma macroeconomia globalizada, eu acho que isso é muito importante à medida que aumentamos a nossa interdependência e pulamos os enormes benefícios da especialização e das economias de escala. Ao mesmo tempo, muitas pessoas estão retirando as fronteiras mentais que nos separam de outras formas de vida. Com base na teoria da evolução de Darwin, todas as espécies na Terra têm um ancestral comum e uma ligação profunda. Somos todos uma grande família. Essa compreensão é muito importante, porque buscamos uma vida harmoniosa na Terra, não apenas com outros seres humanos, mas também com todas as outras formas de vida.

Eliminar a fronteira nacional e a fronteira entre as espécies é ótimo, mas podemos ir mais longe. Não devemos nos considerar ligados à Terra e não devemos acreditar que apenas as formas de vida que evoluíram através da evolução natural no passado são as únicas vidas e inteligências que deveriam existir. A eliminação dessas fronteiras mentais deve permitir-nos desenvolver uma mentalidade cósmica e criar uma nova vida e inteligência que não se sentirá "em casa" apenas aqui na Terra, mas em todo o universo.

 

IHU On-Line – Gostaria de acrescentar algo?

Ted Chu - Muitas pessoas têm medo do transumanismo e do futuro pós-humano. Elas se sentem ameaçadas por aquilo que a evolução consciente trará. Acreditam que, uma vez que a vida e a inteligência superior apareçam, os humanos não serão mais necessários e podem até mesmo ser eliminados impiedosamente, como descrito em alguns filmes e romances de ficção científica. Esses temores são compreensíveis. Nós, naturalmente, experimentamos uma sensação de pavor antes de dar um novo passo para o desconhecido. Por isso, é nossa tarefa educar, para combater a cultura que apela para as nossas emoções negativas. Para isso, eu gostaria de colocar alguns pontos.

Primeiro, o futuro pós-humano não trata de deixar o ser humano para trás, mas trata de avançar o ser humano, para nos ajudar a ganhar a liberdade definitiva, a liberdade em relação à nossa escravidão genética. Em segundo lugar, o transumanismo não desvaloriza o ser humano. Ele mostra o potencial que um mundo pós-humano pode nos fornecer com um objetivo ainda mais nobre e mais gratificante do que a felicidade humana. E, finalmente, a evolução consciente não é apenas o desafio para a elite tecnológica, embora ela esteja na vanguarda da mudança fundamental. À medida que avançamos de cidadãos nacionais para cidadãos globais e, eventualmente, para cidadãos cósmicos, precisamos da colaboração e da participação de todos em uma aventura emocionante que beneficiará a todos.

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