Edição 445 | 09 Junho 2014

"Queremos o futebol de volta!" - A Copa da FIFA e o conflito público/privado

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Redação

"Copa do Mundo. Para quem e para quê?" era o tema de capa da edição nº 422 da IHU On-Line, publicada no dia 10-06-2013 – na semana de abertura da Copa das Confederações. Agora, na semana em que tem início a Copa do Mundo de 2014, a revista retoma o tema.

O jornalista e cientista político alemão Christian Russau, que defende um futebol sem o controle da FIFA, relata a experiência da Alemanha como país sede da Copa de 2006 e os impactos do evento para o país. É dele a frase “Queremos o futebol de volta!” que dá título à edição desta semana da IHU On-Line.
 
Laura Burocco, pesquisadora em Políticas Urbanas e Desenvolvimento, trata da Copa de 2010, que mostrou ao mundo uma falsa integração nacional na África do Sul, nação que ainda hoje enfrenta as consequências do apartheid. Laura e Christian também assinam artigos no livro Copa para quem e para quê? Um olhar sobre os legados dos mundiais no Brasil, África do Sul e Alemanha, publicado em maio de 2014 pela Fundação Heinrich Böll Brasil.
 
Paulo Soares, professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, aborda o modelo de políticas de mobilidade urbana adotado na atualidade no Brasil e a privatização do futebol.
 
Marcelo Kunrath, do Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFRGS, ao tratar das manifestações contra a Copa, destaca que os movimentos reivindicatórios podem não ter ligação com uma piora das condições de trabalho e de vida, como supõe o senso comum, e sim o contrário: a melhoria das condições incentiva a busca por mais conquistas sociais.
 
Francisco Xavier Freire Rodrigues, professor da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, destaca os legados intangíveis e os intercâmbios culturais com os povos indígenas como possíveis grandes marcos simbólicos da Copa de 2014 no Norte e Centro-Oeste.
 
A ativista social e advogada Magnólia Said analisa as intervenções realizadas pelos governos nas cidades nordestinas dentro do planejamento ao Mundial e a alegada carência de recursos para políticas de enfrentamento aos problemas sociais. Ela denuncia o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes nas cidades-sede da Copa do Mundo.
 
Por fim, Édison Gastaldo, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ, analisa o modelo comercial de gestão do futebol e o processo de aburguesamento dos estádios, o qual reserva às classes populares o direito de acompanhar os jogos apenas pela televisão.
 
Complementam esta edição mais três entrevistas.
 
O filósofo e economista Édil Guedes, professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC/MG e da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia - FAJE, de Belo Horizonte, discute a economia na obra de Karl Marx enquanto sistema da representação, tema do seu livro recentemente publicado pela Editora Unisinos.
 
Gláucia Campregher, professora de economia da UFRGS, trata da internet como ferramenta para compreensão e, ao mesmo tempo, de formação da economia pós-capitalista. Já o filólogo chileno Alfonso de Toro, da Universidade de Leipzig, Alemanha, descreve as características da pós-modernidade, destacando o que ela conserva e supera na compreensão do humano.
 
A edição desta semana ainda traz a resenha do livro Pesquisa participativa, emancipação e (des)colonialidade, de Telmo Adams e Danilo Streck, que pesquisaram o Centro de Formação Irmã Araújo – Cefuria, de Curitiba/PR, apresentada por Caroline Lisian Gasparoni e Luciane Rocha Ferreira.
 
A todas e a todos uma boa leitura e uma excelente semana!

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