Edição 435 | 16 Dezembro 2013

Mística, estranha e essencial. Secularização e emancipação

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Redação

Nas palavras de Michel de Certeau, a mística é, ao mesmo tempo, estranha e essencial. Por sua vez, Theodor Adorno, na esteira de Gershom Scholem, propunha que a mística é uma secularização que representa um avanço emancipatório. Dotada destas características, a mística volta a ser destaque nesta edição da IHU On-Line, que reúne pesquisadores, professores e professoras de diferentes áreas do conhecimento.

Faustino Teixeira, teólogo professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, aborda a mística nos rastros cotidianos.

José Altran, membro do Núcleo de Estudos em Mística e Santidade - Nemes, grupo de pesquisa vinculado à PUC-SP, sustenta que a mística, como experiência direta com a divindade, é um recurso para interpretar a realidade.

O filósofo Luiz Felipe Pondé, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, destaca que o divino só pode ser conhecido a partir da consciência da condição ontológica do homem.

O italiano Marco Vannini, um dos principais nomes da mística no mundo, afirma que é por meio da experiência do espírito que alcançamos o conhecimento real da essência.

Eduardo Guerreiro Losso, professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ, argumenta que o enfrentamento das injustiças sociais passa primeiro pela conscientização individual e depois pela ação coletiva.

Marco Lucchesi, membro da Academia Brasileira de Letras, debruça-se sobre a poética de Rûmi, considerado o maior dos poetas muçulmanos.

A mística como elemento fundante do pensamento ocidental é o tema da entrevista com o professor José Carlos Michelazzo, doutor em Filosofia pela Unicamp.

Já Pablo Beneito Arias, filólogo e professor em estudos árabes da Faculdade de Filologia da Universidade de Sevilha, traça o percurso do pensamento do pensador Sufi.

A psicóloga Maria Cristina Guarnieri, professora no Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa – IJEP, argumenta que “igualar a religião a Deus é idolatria”.

Ricardo Fenati, filósofo e professor da Univesidade Federal de Minas Gerais – UFMG, debate o trânsito da mística no espaço do conhecimento.

Bernard McGinn, professor da Divinity School - Universidade de Chicago, autor dos sete volumes que compõem a obra History of Christian mysticism in the West, relaciona a história da mística com o cristianismo.

Por sua vez, Carlos Roberto Drawin, professor da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE, questiona nossa relação com a experiência mística e uma certa mitificação produzida em torno da mesma.

Esta edição não seria possível sem a inestimável e prestimosa assessoria e estratégica parceria de Faustino Teixeira, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião, da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. A ele, reiteramos os nossos mais vivos agradecimentos.

Complementam esta edição as entrevistas com o jurista belga François Ost, com o cientista Wiliam Stoeger, sobre o Bóson de Higgs, e com o advogado Sanele Sibanda, sobre a organização colonialista do poder judiciário na África do Sul.

A revista IHU On-Line volta a circular no mês de março.

Desejamos a todas e todos uma ótima leitura e votos de um Feliz Natal e um Ano Novo de muita saúde e paz! Até 2014.

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