Edição 418 | 13 Mai 2013

Editorial

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Redação

Passados dois séculos do nascimento de Søren Aabye Kierkegaard, a atualidade de seu pensamento se confirma e abre perspectivas para a continuidade de seus estudos. A revista IHU On-Line desta semana debate a obra do filósofo dinamarquês com alguns dos pesquisadores da sua obra.

 

Para a filósofa francesa Hèlene Politis, da Universidade Paris I – Panthéon Sorbonne, o pensador dinamarquês é autor de uma obra endereçada aos “leitores possíveis” dispostos a estudá-la sem preconceito.

Nuno Ferro, da Universidade Nova de Lisboa, aponta o nexo entre linguagem e desonestidade num pensamento “desconcertante”.

Para Jonas Roos, da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, tornar-se cristão é o núcleo do pensamento de Kierkegaard. Sua crítica ao cristianismo é uma das abordagens de Márcio Gimenes de Paula, da Universidade de Brasília – UnB.

Bruce Kirmmse, professor emérito da Connecticut College, Estados Unidos, pontua que os problemas de Kierkegaard ainda são nossos problemas, enquanto Jacob Howland, da Universidade de Tulsa, nos Estados Unidos, destaca a fascinação do filósofo dinamarquês pelo “mistério de Sócrates como indivíduo existente que se esquiva a modos familiares de compreensão”.

A relação de Lessing com Kierkegaard é um dos temas abordados por Álvaro Valls, tradutor brasileiro e professor da Unisinos.

Sílvia Saviano Sampaio, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, afirma que a “mentalidade de mercado público” é o diagnóstico kierkegaardiano sobre os males da sociedade dinamarquesa do século XIX.

Verdade e subjetividade são temáticas que ocasionariam um diálogo fecundo entre Kierkegaard e Levinas, postula Jorge Miranda de Almeida, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

Para o filósofo dinamarquês Poul Lübcke, da Universidade de Copenhague, no mínimo duas preocupações teológicas kierkegaardianas deveriam ser objeto de estudo da teologia moderna.

Uma entrevista com Richard Purkarthofer, da Universidade de Wuppertal, na Alemanha, encerra o debate abordando a recepção de Trendelenburg por Kierkegaard.

Nos dias 27 a 29 de maio, na Unisinos, será realizado o Congresso Kierkegaard 200 anos depois, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Unisinos, a CAPES e o Instituto Humanitas Unisinos – IHU. O evento consta do Calendário de Eventos comemorativos pelo mundo, da Universidade de Copenhague. 

Completam a presente edição as entrevistas com o economista italiano Andrea Fumagalli, da Universidade de Pavia, Itália e com a teóloga Carmel Mcenroy, autora do livro Guests in their own house: the women of Vatican II (Hóspedes da própria casa: as mulheres do Vaticano II).

A todas e todos uma ótima leitura e uma excelente semana!

 

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