Edição 408 | 12 Novembro 2012

Marcelio Adriano Diogo

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Thamiris Magalhães

“Vibro com a matemática agora, com a minha profissão atualmente, como eu vibrava quando eu tinha 22 anos”, confessa o professor de Matemática da Unisinos, Marcelio Adriano Diogo. Em entrevista concedida pessoalmente à IHU On-Line, o docente afirma que lecionar tanto para adultos quanto para adolescentes é prazeroso. “Poder interagir com a gurizada, com o jovem, no geral, é sensacional. Gratifica o professor essa interação com o aluno, porque estamos lidando com sonhos.” Trabalhando há seis anos na Unisinos, a aspiração de Marcelio, que será pai ano no que vem, é de que o Brasil fosse mais honesto. “Mas é um sonho distante.” Conheça um pouco mais sua história de vida.

Origem – Nasci no dia 25 de julho de 1974, em Gravataí, mas vim para São Leopoldo com um ano e meio. Atualmente, continuo morando em São Leopoldo, a partir de janeiro com minha noiva e nosso primeiro filho que chega em abril. Então, sou praticamente capilé quase que a vida toda. Meus pais são originais de Gravataí. Mas, há uns 36 anos vieram fazer suas vidas aqui. Mas, meus avós são do interior de Gravataí. Tenho uma irmã, mais nova, a Márcia, e três sobrinhos.

Curiosidade - Meu nome é incomum, por um erro na certidão, acabou ficando assim. Mas em casa, todos me chamam de Marcelo. No trabalho, sim, chamam-me Marcelio. Se alguém me liga, por exemplo, digo que quem está falando é o Marcelo ou Marcelio.

Formação – Fiz o ensino médio aqui em São Leopoldo, no conhecido “Pedrinho”. Depois, realizei curso técnico de Química no Liberato. Posteriormente, comecei a faculdade em Matemática na Unisinos, em 1994. Terminei o curso técnico em 1995. Então, durante algum tempo, fazia concomitantemente os dois cursos. Em 2000, formei-me por esta Universidade. De 1997 em diante, já lecionava. Então, de 1997 até 2000 trabalhei como contratado emergencial pelo Estado. Em 2000 ainda, um semestre antes de me formar, comecei a trabalhar no colégio Sinodal, aqui em São Leopoldo. Desta data até 2005, só dava aula. Atualmente, além da Unisinos, continuo lecionando no Sinodal para os alunos do Ensino Médio.

Curso - Além do colégio, fiquei dois anos trabalhando como técnico em Química, após me formar no Liberato, mas foi por um período muito curto. Eu tinha uma ideia clara de que eu queria mesmo era ser professor e o curso de Química apenas me daria condições de custear a faculdade mais tarde.

Mestrado e Ingresso na Unisinos - Em 2005, comecei o mestrado em Ensino de Matemática na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS – e em 2007, pouco tempo antes de terminar o curso, surgiu a oportunidade de vir para a Unisinos, pois uma professora ia entrar em licença maternidade e teria que ser substituída. Então, o universo conspirou para que eu ficasse aqui. Fiquei um ano e meio nessas condições e depois a Universidade cresceu muito, o curso de Engenharia principalmente. Houve a necessidade de mais professores mesmo e eu, como já estava ali, permaneci. Assim, estou nesta instituição há seis anos.

Prazer - Estou dentro do que gosto muito de fazer. Então, o trabalho, quando tu te identificas, não fica extenuante, mesmo com uma carga horária elevada como a minha. Claro que tem o momento de corrigir prova, preparar aula ou elaborar provas. Isso toma tempo. E muitas vezes o fim de semana. Mas, é difícil ter um professor que tenha o final de semana livre. Isso é inerente a esta profissão.

Lazer – Gosto muito de filme. Se tem algum passando, fico grudado. O único gênero que não gosto é musical. De resto, curto tudo. Sou muito eclético para filmes. Além disso, ainda gosto de jogar vídeo game, esse é meu hobby. Mas, o meu lazer principal é ver filmes, ou em casa ou no cinema. 

Filme – Curto muito Gênio Indomável e Invictus, que saiu recentemente sobre a história de Mandela. O último que vi no cinema foi o francês Intocáveis, que achei sensacional, não à toa metade da França ter ido ao cinema assistir.

Livro – Curti muito O Andar do bêbado, um livro de matemática que trata das probabilidades e do acaso na vida das pessoas, de como isso acontece e como tiramos conclusões, muitas vezes, precipitadas ou erradas acerca da probabilidade.

Religião – Sou católico não praticante, mas acredito muito na espiritualidade que é uma forma de dar mais sentido à vida que vivemos.

Sonho - Que o Brasil fosse mais honesto. Mas perdi a expectativa que isso ocorra no percurso dessa vida. Existem alguns exemplos que nos deixam mais contentes. Mas, meu sonho seria esse: que as pessoas fossem, no geral, mais honestas. Que não tentassem levar vantagem em tudo. Mas é um sonho distante.

Unisinos - A possibilidade de estar trabalhando aqui é um sonho realizado, até porque me formei nesta instituição e não tinha nenhuma expectativa de retornar. Não estava no meu horizonte visível. A vida acabou me trazendo. Hoje, sou colega de professores que me deram aula. E isso é muito gratificante. Tem gente aqui que admiro do tempo que era estudante.

Autodefinição – Profissionalmente falando, vibro com a matemática agora, com a minha profissão atualmente, como eu vibrava quando eu tinha 22 anos. Poder interagir com a gurizada, com o jovem, no geral, é sensacional. Gratifica o professor essa interação com o aluno, tanto no Ensino Médio quanto no início da faculdade, porque estamos lidando com sonhos. O professor tem a possibilidade de ajudar a construir o sonho das pessoas.

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