Edição 262 | 16 Junho 2008

Celso Vitelli

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Graziela Wolfart

Ele está há pouco tempo na Unisinos. E esse é um motivo mais do que importante para conhecermos um pouco da vida deste novo colega da comunidade acadêmica. Celso Vitelli ensina Desenho e Expressão Gráfica no curso de Comunicação Digital da Unisinos. Na conversa que teve com a redação da IHU On-Line, ele falou sobre suas experiências e sobre o grande prazer de sua vida: as viagens. Saiba mais sobre a trajetória deste porto-alegrense dedicado à Educação e às Artes Plásticas.

Origens e infância – Nasci em Porto Alegre. Minha mãe é de origem portuguesa, pois meu avô veio de Portugal, e meu pai é de origem italiana. Tenho uma irmã e um irmão mais velhos; sou o filho caçula. Meu pai era vendedor de vinhos. Ele já faleceu, infelizmente, em 2006. Minha mãe ainda é viva. Ela sempre foi costureira e cuidava dos filhos e da casa. Tive uma infância ótima. Brincava muito, ficava até tarde correndo na rua, brincando de “pegar” e outras coisas. Voltava bem tarde para casa, com os pés sujos de correr descalço pela rua. 

Formação – Cursei todo o ensino fundamental no Grupo Escolar Gonçalves Dias e o ensino médio no Colégio Estadual Dom João Becker. Com a intenção de me preparar melhor para o vestibular, me formei, no ensino médio, como auxiliar de laboratório de Análises Químicas. Prestei vestibular para Artes Plásticas na UFRGS, pois sempre gostei muito de desenhar. Lá, fiz licenciatura em Artes Plásticas e bacharelado em Desenho. No entanto, decidi me especializar mais no campo da Educação. Ainda dentro da UFRGS, fiz o mestrado e o doutorado em Educação. Este último concluído no dia 4 de abril deste ano.      

Profissão: professor/educador – Iniciei minha carreira de professor em 1992. Já dei aulas para crianças pequenas desde a terceira série do ensino fundamental até o 2° ano do ensino médio. Hoje, trabalho somente com os alunos do terceiro grau na universidade. Comecei ensinando na Associação Cristã de Moços (ACM). Depois, trabalhei no Colégio São João, no Colégio Israelita, e também no Instituto Porto Alegre (IPA). Desde 2001, sou professor na Ulbra, no curso de licenciatura em Artes Visuais, e passei a integrar o corpo docente da Unisinos em fevereiro deste ano, no curso de Comunicação Digital. Na minha relação com os alunos, procuro estar sempre próximo de todos. Tenho uma resposta positiva, pois já fui professor homenageado e paraninfo algumas vezes. 

Vida profissional – Além de professor, tive outros trabalhos. Fui bancário por sete anos no Banco Mercantil de São Paulo, de 1983 a 1990. Depois, fui estagiário da Casa de Cultura Mario Quintana, quando ela estava abrindo as suas portas em 1990. Foi muito legal essa experiência, que durou dois anos. Foi um dos trabalhos que mais gostei até hoje, pois eu montava exposições, ajudava a organizar os catálogos e atendia aos artistas. 

Artes plásticas – Também sou artista plástico. E tenho consciência da grande influência que o trabalho da minha mãe, como costureira, teve em minhas obras, pois gosto muito de usar tecidos na minha produção plástica. Quando eu era pequeno, ficava observando ela costurar e brincando com os retalhos. Hoje, este trabalho está um pouco parado, em função da minha direção estar voltada mais para a área da educação. Até o começo dos anos 1990, participei de várias exposições. Hoje, participo eventualmente de pequenas mostras. Meu trabalho é com o corpo humano e foco bastante as mãos. Comecei com o desenho das mãos, e depois fui refinando esse trabalho. Quando já tinha esgotado tudo o que tinha dominado de linhas, formas e volumes das mãos, entrou a influência da minha mãe com o uso de tecidos para resolver o problema da pintura. Passei a trabalhar com signos e com a linguagem dos surdos também.   

Autor – Jurandir Freire Costa.

LivroIncidente em Antares, de Erico Verissimo.

Filme A escolha de Sofia, de Alan J. Pakula.

Um sonho – Conhecer a Grécia.

Lazer e horas livres – Gosto muito de viajar. Ocupo meu tempo livre com atividades variadas, não gosto de nada que se repita. Vou a uma exposição, leio, assisto televisão e vejo filmes. 

Política brasileira e gaúcha – Sempre votei no PT. E não elegi essa pessoa que hoje está governando o Rio Grande do Sul. Também vejo a prefeitura de Porto Alegre um tanto quanto ausente hoje, não vejo grandes mudanças políticas. Com o passar dos anos, vou me decepcionando cada vez mais com a política e com alguns políticos do PT também. Posso dizer que hoje sou apartidário e que a política me enoja, não me interessa. Não acredito em nenhum político. Havia pessoas que eu admirava e fui vendo essa admiração desmoronar. É muito complicado esse assunto.

Unisinos – Apesar do pouco tempo aqui, posso dizer que é uma universidade bastante organizada e isso me impressiona bastante. Vejo um espaço de trabalho interessante e gosto de estar aqui.

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